Pires de Lima diz que "Governo fez o que tinha de ser feito" com a TAP

| Economia
Porto Canal com Lusa

O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse esta quarta-feira que o Governo "fez o que tinha de ser feito", referindo-se à venda de 61% do grupo TAP ao consórcio Gateway, cujo contrato acabou de ser assinado.

"O Governo fez o que tinha de ser feito, para bem da TAP e para bem da nossa economia, correspondendo a todas as condições estratégicas e económicas", disse Pires de Lima, durante a cerimónia de assinatura do contrato de venda de 61% do grupo TAP ao consórcio Gateway, do empresário norte-americano e brasileiro David Neeleman e do empresário português Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro.

O ministro da Economia referia-se à permanência do ‘hub' (centro estratégico) da companhia em Portugal, assim como da marca, da base operacional, das obrigações do serviço público e da proteção dos acordos de empresa e dos trabalhadores.

"Hoje não é um dia qualquer para a TAP, para nós hoje é um dia de esperança, um compromisso de crescimento", afirmou.

Pires de Lima lembrou que com a integração de Portugal no espaço europeu as regras de concorrência impedem, salvo determinadas exceções, a capitalização das companhias aéreas e frisou, a este propósito, que "para continuar a voar mais longe", para mais destinos e ter mais rotas, "a TAP precisa de capital".

"O sucesso desta privatização é, sobretudo, o reconhecimento por parte dos novos investidores da [importância] da companhia e da capacidade de gestão desta empresa", disse.

O contrato de venda da TAP foi hoje assinado no Ministério da Finanças, em Lisboa.

A 11 de junho, o Governo aprovou a venda de 61% do capital social da TAP ao consórcio Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa, sendo o candidato preterido Germán Efromovich.

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