Mas afinal o vestido é preto e azul? Ou branco e dourado?

Mas afinal o vestido é preto e azul? Ou branco e dourado?
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Porto Canal (JYL)

A foto do "vestido viral" nas redes sociais foi investigada e explicada por uma revista científica. O que acontece é que é o nosso cérebro, e não os olhos, é que constrói a nossa percepção das cores.

A revista Current Biology, publicou esta quinta-feira, três estudos realizados por neuro-cientistas e psicólogos, que indicam a razão mais provável pela qual há quem veja The Dress (o vestido às riscas que se tornou viral na Web), de cor preta e azul e outros branco e dourado.

O vestido é mesmo preto e azul, mais precisamente azul eléctrico com aplicações de renda. No entanto, ao olharmos para a fotografia que foi publicada, nem todos vemos essas cores. Apesar de ficarmos totalmente convencidos de que vemos as cores reais, o que explica toda a controvérsia mundial.

No início houve explicações por parte de cientistas e médicos que iam desde problemas na retina dos que viam uma dada combinação de cores, e não a outra, até à forma como o nosso cérebro processa a informação visual dos nossos olhos. A segunda opção, reside na explicação do fenómeno. De facto, não se trata de um defeito da visão (como daltonismo), já que muitas pessoas atribuem cores "falsas" (branco e dourado) ao vestido possuem uma visão das cores perfeitamente normal.

A explicação está no nosso cérebro, e não nos olhos. Os olhos fornecem-nos uma informação óptica total do exterior, mas é ao nível do córtex visual que essa informação é processada. O nosso cérebro, com base na luminosidade ambiente e nos comprimentos de onda da luz reflectida pelos objectos, "deduz" as cores daquilo que visualizamos.

No entanto, por vezes, é possível enganar o cérebro. No que respeita às cores, há diversas imagens que criam ilusões cromáticas nas quais, dependendo da luminosidade, a mesma cor pode parecer diferente. Mas, nestes casos, somos todos sujeitos à mesma ilusão, não há variáveis. A ilusão criada pelo vestido depende muito da subjectividade individual de cada observador.

“O que torna a fotografia d’O Vestido tão alucinante é que é a primeira vez que uma única e mesma imagem foi vista por tantas pessoas como sendo de cores diferentes”, disse Bevil Conway, neuro-cientista do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), EUA, e líder dos estudos agora publicados, em comunicado da Current Biology.

A equipa de Conway, mostrou a 1400 voluntários (300 dos quais nunca a tinham visto), a fotografia do vestido. Isto resultou em diferenças impressionantes na percepção destas pessoas: 60% viram as cores reais, enquanto 30% viram as cores “falsas”. Os mesmos cientistas descobriram ainda que 1% dos participantes viam o vestido azul e castanho e 2% viam outras combinações de cores.

Já a equipa do psicólogo Karl Gegenfurtner, da Universidade de Giessen (Alemanha), autora de outro estudo também agora publicado, contou com 15 participantes. Aqui, o leque de cores observadas no vestido é na realidade contínuo. O cientista fez notar que o Dressgate (nome pelo qual o fenómeno ficou conhecido) foi desencadeado por diferenças na forma como o cérebro humano interpreta a iluminação do vestido na fotografia.

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