"Equipa da AMI no Nepal está bem, apesar do forte sismo" - Fernando Nobre

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Porto Canal / Agências
Lisboa, 12 mai (Lusa) -- O presidente da AMI disse hoje à Lusa que a equipa de quatro elementos que permanece em Katmandu "está bem", apesar de ter "sentido fortemente o sismo de 7,3 que abalou o Nepal esta manhã.

Um sismo de magnitude 7,3 na escala de Richter sacudiu hoje o Nepal, revelou o observatório norte-americano que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, dando conta de várias réplicas, uma delas de magnitude 6,3.

"Os quatro elementos da AMI que ainda estão em Katmandu relataram-nos, numa mensagem via Facebook, que sentiram o hotel onde estão alojados abanar violentamente, mas, [este] não chegou a ruir. Disseram que o sismo foi muito forte", declarou à agência Lusa Fernando Nobre, que regressou do Nepal na segunda-feira à noite.

De acordo com a agência noticiosa espanhola Efe, a zona onde ocorreu o sismo de hoje é a que foi mais afetada pelo terramoto de magnitude 7,8 ocorrido a 25 de abril passado e que provocou mais de oito mil mortos.

Em declarações à Lusa, o presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) explicou que têm estado a tentar falar com a equipa chefiada pelo enfermeiro Ivo Saruga, mas sem sucesso, uma vez que as comunicações "estão difíceis".

"Eu regressei ontem [segunda-feira] à noite. Inicialmente éramos seis e agora ficaram lá quatro, que deveriam permanecer no Nepal mais uma semana. Este novo abalo vem piorar ainda mais a situação. Se se justificar, temos de rever a nossa ajuda no terreno", adiantou.

Fernando Nobre contou à Lusa que as condições no terreno são muito difíceis, com níveis de destruição muito grandes, uma vez que as habitações não têm tijolo, apenas terra e lama.

"A AMI decidiu ajudar 10 aldeias a cerca de 70 quilómetros a nordeste de Katmandu. Fornecemos refeições, água potável e ajudamos na reconstrução das casas juntamente com voluntários nepaleses", explicou.

Na opinião do presidente da AMI, este novo sismo, com esta magnitude, deixa "supor que tudo o que estava em equilíbrio instável vai ser largamente" afetado.

"O que não ruiu da primeira vez deverá ter ruído agora. É de temer que a situação agora seja mais complicada, uma vez que o grosso das equipas de ajuda internacional já tinha saído do país. O trabalho de emergência já tinha acabado e tinha começado o trabalho de reabilitação, com estes no vos dados a situação piorou de certeza", disse.

O presidente da AMI disse ainda que vai tentar falar com a equipa no Nepal para ter uma ideia mais "real do que se está a passar, para decidir o que deverá ser feito a seguir".

O Nepal foi hoje atingido de novo por um sismo forte, de magnitude 7,3 na escala de Richter, seguido de várias réplicas, uma das quais de magnitude 6,3, anunciou o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos.

O sismo mais forte também sentido em Nova Deli, a cerca de mil quilómetros do epicentro, com a agência noticiosa francesa (AFP) a indicar que vários edifícios de escritórios foram evacuados na capital da Índia.

DD (PNG/JCS) // ARA

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