Cerca de 80% dos ricos chineses tencionam enviar os filhos para estudar no estrangeiro

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Porto Canal / Agências

Pequim, 24 nov (Lusa) - Cerca de 80% dos chineses ricos tencionam enviar os filhos para estudar no estrangeiro, na maior percentagem mundial do género, segundo um relatório divulgado hoje na imprensa oficial.

No Japão, pelo contrário, menos de 1% dos ricos têm essa intenção e na Alemanha a percentagem é inferior a 10%, refere o estudo da Hurun Report, grupo de media sedeado em Xangai que divulga anualmente uma lista dos milionários da China.

As escolas dos Estados Unidos e Reino Unido são as mais procuradas pelas famílias ricas chinesas, seguidas da Austrália, Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Singapura, France e Alemanha.

A média de idades dos chineses que vão estudar para o estrangeiro é de 16 anos, assinala o relatório.

As conclusões do relatório citadas pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua não mencionam o universo contemplado pelo estudo.

A última lista dos multimilionários chineses divulgada pela Hurun Report, em setembro passado, incluía 1.156 pessoas com fortunas superiores a 2.000 milhões de yuan (263 milhões de euros), 354 dos quais "super-ricos" com mais de 2.000 milhões de dólares (cerca de 1.610 milhões de euros).

O grupo dos "super-ricos", encabeçado pelo fundador e presidente do consórcio de comércio eletrónico Alibaba, Jack Ma, aumentou 39% em relação a 2013 e tem o triplo de membros de há apenas dois anos.

No conjunto, o número de milionários chineses - com fortunas superiores a 10 milhões de yuan (1,35 milhões de euros) - ultrapassa o milhão.

Segundo revelou a semana passada o jornal China Daily, os estudantes chineses constituem 31% dos 886.052 estrangeiros inscritos este ano nas universidades norte-americanas, contribuindo com 8.040 milhões de dólares (6.343 milhões de euros) para a economia local.

"Com a crescente melhoria do nível de vida na China, cada vez há mais pais com possibilidade de enviar os filhos para estudar no estrangeiro, que em muitos casos são filhos únicos", comentou o jornal.

Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática são os cursos mais procurados (42%), seguidos de Economia e Gestão (28%).

AC // FV.

Lusa/Fim

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