Grupo Avic substitui Auto Viação Cura nos transportes públicos do Alto Minho

Grupo Avic substitui Auto Viação Cura nos transportes públicos do Alto Minho
Foto: Grupo Avic
| Norte
Porto Canal/Agências

O grupo Avic revelou, esta quinta-feira, estar a assegurar, a pedido da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, os transportes públicos no Alto Minho, após a revogação pelo Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT) das licenças da transportadora Auto Viação Cura.

“A CIM Alto Minho, enquanto Autoridade de Transportes (AT), solicitou ao grupo Avic a intervenção imediata para dar resposta a uma rutura iminente de serviços em carreira pública em diversos concelhos do Alto Minho”, refere a empresa em comunicado.

A operadora, com sede em Viana do Castelo, adianta que, face àquele pedido, reuniu “com todas as equipas operacionais para articular as diferentes áreas do grupo e mobilizar os recursos necessários, garantindo a continuidade do serviço e minimizando o impacto no transporte das populações, com especial atenção ao transporte escolar”.

A empresa de Transportes Courense, do grupo Avic, está desde terça-feira a garantir o transporte público em alguns concelhos do distrito de Viana do Castelo.

Na quarta-feira, em declarações à agência Lusa, o presidente da CIM do Alto Minho, António Barbosa, revelou a substituição do grupo Auto Viação Cura por outra transportadora para garantir o serviço de transportes públicos.

Explicou que a decisão resultou de uma comunicação do IMT à CIM Alto do Minho, informando “da revogação, com efeitos imediatos, da licença comunitária n.º 200073, da empresa Auto Viação Cura, Lda., decisão formalizada através da deliberação IMT-CD/2026/326, de 4 de março de 2026”.

Em comunicado envido às redações, a CIM do Alto Minho destaca que “a titularidade de licença válida constitui requisito essencial para o exercício da atividade de transporte público rodoviário de passageiros”.

“A revogação da referida licença impossibilitava, de forma imediata, a continuidade da prestação de quaisquer serviços associados ao transporte público, por parte daquele operador. Neste contexto, o Conselho Intermunicipal da CIM do Alto Minho, na qualidade de Autoridade de Transportes (AT), face à iminente rutura de serviço público, lançou um procedimento para a aquisição serviços de transporte coletivo de passageiros que levou à contratação da Empresa de Transportes Courense Lda., a partir do dia 10 de março de 2026”.

A “transferência do serviço de transporte público de passageiros em causa para a Courense iniciou-se sem registo de interrupções significativas ou constrangimentos de monta”, refere.

Contudo, “durante esta fase de transição poderão, eventualmente, ocorrer anomalias pontuais e temporárias na prestação do serviço de transporte público, pelo que se apela à compreensão de todos os utilizadores”. Indica a CIM do Alto Minho, garantindo estar “a desenvolver todas as diligências necessárias com vista à minimização dos impactos desta situação e ao restabelecimento da normalidade do serviço com a maior brevidade possível”.

Segundo a CIM, “os passes mensais adquiridos junto do anterior operador mantêm-se válidos, a título transitório, durante o decurso do mês de março, podendo ser utilizados nos serviços atualmente assegurados pelo novo operador”.

“Para efeitos de utilização dos serviços de transporte, a partir do mês de abril os utilizadores deverão requisitar o novo passe (cartão físico) junto das instalações ou bilheteiras do operador que assegura o serviço, a Empresa de Transportes Courense Lda.”, realça a nota.

Os custos associados à emissão do cartão físico serão integralmente suportados pela CIM do Alto Minho, exclusivamente no âmbito da transição entre os meses de março e abril.

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