Governo tem plano de 111 ME para mitigar danos no litoral
Porto Canal/Agências
Os danos causados pelo mau tempo entre outubro e fevereiro no litoral de Portugal continental obrigam a um investimento de 111 milhões de euros, dos quais 15 milhões para aplicar antes do verão, segundo um relatório divulgado.
O documento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), anunciado esta quarta-feira na sede daquele organismo no Porto, prevê que 15 milhões de euros sejam aplicados até ao início da época balnear, em maio, e outros 12 milhões até ao final do ano, com 31 milhões investidos até ao final de 2027 e outros 53 milhões a partir de 2028.
O investimento pretende responder aos “impactos significativos na faixa costeira de Portugal continental” decorrentes dos efeitos das tempestades de janeiro e fevereiro, no caso Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta, entre danos em infraestruturas, estruturas de proteção costeira, recuo da linha de costa e alterações na morfologia das praias.
“A quase totalidade das praias do continente registaram importante redução do seu conteúdo sedimentar no domínio emerso”, pode ler-se no relatório, que destaca 571 danos ao todo, em 749 ocorrências reportadas.
A maior parte das ocorrências registou-se no Centro (257), e mais de um terço reporta-se a erosão costeira (36,7%) dos danos, seguida da instabilidade em arribas (30,6%).
Quanto aos danos, quase metade (43,3%) têm a ver com acessos, seguido de danos em estruturas aderentes (21,7%), como paredões, muros ou enrocamentos, e 204 dos 571 foram reportados em Ovar (distrito de Aveiro).
O relatório da APA alerta ainda para uma recuperação “lenta e gradual” das praias, que pode ser atrasada por mais intempéries na primavera.
