PCP quer meios técnicos e financiamento garantidos para a Estrutura de Missão do mirandês
Porto Canal/Agências
O PCP de Bragança defendeu ser necessário garantir os meios técnicos e financeiros para uma “verdadeira política de preservação da língua mirandesa”, após a criação da Estrutura de Missão para a salvaguarda do idioma.
Em comunicado enviado à Lusa, a estrutura distrital de Bragança do PCP referiu que “há a necessidade de criar manuais escolares, livros em mirandês, prontuários, gramáticas e apoio ao ensino da língua mirandesa nas escolas e universidades”.
“É necessário que as entidades públicas, as escolas, o comércio, turismo e os meios de comunicação do município passem a tratar o mirandês como uma riqueza diferenciadora, para as populações e para quem nos visita”, acrescentou.
O PCP adiantou que acompanhará este processo e apelou às gentes da “Terra de Miranda” (Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso) que exijam, igualmente, ao poder central e às suas autarquias a concretização destas medidas, “para que contribuam também para o combate ao despovoamento, pois são muitas as riquezas que os grandes grupos económicos como a EDP e a Movhera continuam a extrair da região”.
Para os comunistas, a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM) tem pela frente “um trabalho de grande responsabilidade pelo que é necessário que a equipa liderada pelo professor Alfredo Cameirão tenha ao seu dispor os meios necessários para a concretização dos objetivos que constam do documento de criação da estrutura”.
Para o PCP, foi importante a decisão de englobar na EMPLM Instituições reconhecidas como a Universidade de Trás-os-Montes (UTAD), Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Investigadores, professores, escolas e autarcas.
O colégio de comissários para a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM) tomou posse na segunda-feira, sendo este composto por um comissário e dois subcomissários e um Conselho Consultivo.
