Derrocada em Cinfães desaloja duas pessoas e corta estrada municipal

Derrocada em Cinfães desaloja duas pessoas e corta estrada municipal
Imagem: Somos Cinfães | Facebook
| Norte
Porto Canal/Agências

Duas pessoas ficaram desalojadas e a Estrada Municipal 1025 ficou cortada, em Tendais, devido a uma derrocada de um talude que “levou tudo à frente”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Cinfães.

“Temos duas pessoas, um casal com mais de 70 anos, que ficou desalojado e a Câmara realojou-os numa pensão, mas felizmente não há feridos a registar”, disse à agência Lusa o presidente de Cinfães, Carlos Cardoso.

O autarca avançou que “a derrocada aconteceu durante a noite, porque choveu muito, e continua a chover imenso e os colos já não têm capacidade de retenção da água”.

“E dá-se um escorregamento de um talude desde a Estrada Nacional 222 (EN222) até à localidade de Vila de Muros e levou tudo à frente”, relatou Carlos Cardoso.

Esta ‘avalanche’ de “água e terra levou, inclusive uma casa, que estava devoluta, e tudo mais que apanhou” na encosta da serra de Montemuro, na localidade da freguesia de Tendais, concelho de Cinfães, distrito de Viseu.

“A Estrada Municipal 1025 (EM1025) ficou toda danificada e, claro, cortada ao trânsito, e temos uma quantidade de estragos enorme. Há uma série de propriedades com danos. Tudo o que estava à frente desapareceu, ficou no leito do rio”, indicou.

Carlos Cardoso adiantou ainda que, em alternativa de circulação à EM1025, “só indo à volta, pela EN222”.

Na rede social Facebook, a Junta de Freguesia de Tendais, a propósito desta derrocada, alertou para “o perigo na EN 321, no km 31, na zona superior da aldeia de Vila de Muros, onde a circulação deve ser feita com precaução”.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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