Crédito Agrícola não encerrará definitivamente agência de Parada em Bragança
Porto Canal/Agências
A Caixa de Crédito Agrícola alegou haver poucos movimentos bancários para manter aberta diariamente a agência situada em Parada, no concelho de Bragança, mas garantiu, esta sexta-feira, a autarcas que o balcão não vai encerrar definitivamente.
“Aquilo que nos transmitiu e garantiu a administração da Caixa de Crédito Agrícola foi que o balcão de Parada não é para encerrar, é para racionalização dos serviços em termos gerais na Caixa Agrícola de Bragança (…) devido aos escassos movimentos bancários que tem Parada e esses movimentos podiam ser efetuados por uma funcionária dois dias por semana”, revelou à Lusa o presidente da União das Freguesias de Parada e Faílde, Herve Gonçalo.
O autarca esteve reunido esta sexta-feira com a administração do banco, juntamente com outros presidentes de junta do concelho de Bragança e empresários que estão contra o encerramento parcial da agência.
No final de 2025, Herve Gonçalo disse ter sido informado que o balcão de Parada deixaria de estar aberto de segunda a sexta-feira e passaria, a partir de janeiro, a funcionar apenas às terças e quintas-feiras, durante o dia todo, com interrupção para almoço.
Descontentes com a situação, as juntas de freguesia impulsionaram um abaixo-assinado, que contém “várias centenas” de assinaturas, apresentado à administração do banco.
Ainda assim, não foi suficiente para reverter a situação. “Deram-nos o exemplo de que têm cerca 25 movimentos diários e isso é reduzido”, adiantou o autarca, explicando que estes números, segundo a Caixa de Crédito Agrícola, já são suficientes para encerrar o balcão, mas não o fizeram por uma questão de “proximidade” que o serviço presta.
Além dos reduzidos movimentos, o banco alegou ainda que muitas das operações já podem ser feitas ‘online’. Porém, grande parte dos habitantes das aldeias que se servem do balcão é idosa, que tem dificuldades até para usar o multibanco.
“Quando estamos a falar de uma população envelhecida, com baixas habilitações literárias e iliteracia informática é muito difícil conseguirmos fazer tudo e por questões simples vão ao banco”, explicou Herve Gonçalo.
A Lusa contactou, por e-mail, a Caixa de Crédito Agrícola na quarta-feira, quando noticiou o caso, mas até agora não obteve resposta às questões colocadas.
