Vereadora eleita pelo PS/PAN assume pelouros na Câmara de Braga liderada por PSD/CDS/PPM
Porto Canal/Agências
A vereadora na Câmara de Braga Catarina Miranda, eleita pela coligação PS/PAN, vai assumir os pelouros da Cultura, Património Cultural e Educação Artística, anunciou esta quarta-feira o município liderado por João Rodrigues, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM sem maioria absoluta.
Em comunicado, o município acrescenta que Catarina Miranda passa, a partir desta quarta-feira, a exercer o seu mandato na qualidade de vereadora independente.
Nas eleições de 12 de outubro, a coligação PSD/CDS-PP/PPM, liderada por João Rodrigues, ganhou a Câmara de Braga, elegendo três eleitos para o executivo, tantos quantos a coligação PS/PAN e o movimento independente Amar e Servir Braga.
Iniciativa Liberal e PAN elegeram um vereador cada qual.
De acordo com o comunicado desta quarta-feira, João Rodrigues assume os pelouros da Administração Municipal, Recursos Humanos, Relação com as Freguesias, Planeamento, Urbanismo, Reabilitação Urbana, Mobilidade, Habitação, Atividades Económicas, Inovação e Tecnologia, Relações Institucionais e Cooperação Internacional.
Altino Bessa (PSD/CDS-PP/PPM) fica responsável por Obras Públicas, Gestão do Espaço Público, Ambiente e Espaços Verdes, Sustentabilidade, Segurança Municipal, Fiscalização, Proteção Civil e Desenvolvimento Rural.
Hortense Santos (PSD/CDS-PP/PPM) assume as pastas da Educação, Coesão Social, Juventude, Desporto, Saúde, Igualdade e Inclusão, Participação Cívica e Associativismo.
Com a distribuição de pelouros, o município diz que fica garantida “a eficácia da ação municipal, a clareza na identificação das responsabilidades políticas e a valorização das competências de cada membro do executivo”.
Esta distribuição de pelouros foi definida na sequência de reuniões que João Rodrigues manteve com o primeiro eleito de cada uma das forças políticas com assento no executivo municipal, para negociar a governabilidade da câmara.
Nessas reuniões, o presidente da câmara manifestou disponibilidade para atribuir pelouros a um ou dois eleitos do movimento Amar e Servir Braga, mas não encontrou recetividade, já que a resposta que recebeu foi “ou os três, ou nenhum”.
O comunicado sublinha que, em todas as reuniões, ficou clara a “abertura para um diálogo leal, permanente e construtivo entre o presidente da câmara e todos os eleitos, independentemente da força política pela qual foram eleitos”.
“Este compromisso comum assenta na ideia de que o interesse do concelho de Braga está acima de qualquer lógica de grupo, privilegiando-se a procura de soluções e a capacidade de entendimento sobre as matérias essenciais para a vida dos bracarenses”, acrescenta.
Diz ainda que as reuniões “permitiram identificar áreas concretas de convergência e de trabalho conjunto, bem como espaços de diferenciação política que serão respeitados com total transparência democrática”.
“Em todas elas, ficou reforçada a vontade de cooperação institucional, criando as bases para uma governação plural, estável e responsável, centrada na procura de soluções concretas para os desafios de Braga, assegurando que todos os eleitos podem contribuir ativamente para o futuro do concelho”, lê-se ainda no comunicado.
Remata assegurando que João Rodrigues “reforça o compromisso de continuar a reunir com os eleitos da oposição numa base regular, mantendo em aberto todos os cenários”.
