Lar que ardeu em Mirandela reabre até início de 2026

Lar que ardeu em Mirandela reabre até início de 2026
Foto: DR
| Norte
Porto Canal/Agências

O lar da Misericórdia de Mirandela que ardeu a 16 de agosto, causando a morte a sete idosos, começou a ser requalificado esta semana e deverá reabrir até ao início de 2026, revelou, esta quinta-feira, o provedor da instituição.

João Matias explicou que as obras no lar Bom Samaritano arrancaram no início desta semana e está a ser feita a remoção de material degradado e a limpeza da área, para pintar o edifício e repor material.

"Houve camas que se estragaram, que ficaram degradadas e vamos ter de adquiri-las. O próprio sistema de segurança e comunicações também ficou degradado e vai ter de ser substituído", avançou.

De acordo com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, as obras ultrapassam os 100 mil euros e, caso não consigam uma fonte de financiamento, serão totalmente suportadas pela instituição.

"As obras têm de andar e o problema tem de ficar resolvido", afirmou.

À Lusa, João Matias adiantou ainda que a previsão para a execução da empreitada é de 60 dias, porém a empresa que está a realizar a obra comunicou à misericórdia que pode ficar concluída ainda antes do prazo estipulado.

Sem querer fazer promessas, o provedor admitiu que gostava que o lar reabrisse ainda este ano, mas, "na pior das hipóteses, abrirá no início do próximo ano".

A 16 de agosto, um incêndio, que terá começado num colchão antiescaras, provocou a morte imediata a seis idosos, três carbonizados e outros três por inalação de fumo, e dias mais tarde acabou por tirar a vida a outro utente, que tinha ficado gravemente ferido.

Devido à destruição de parte do edifício, o lar Bom Samaritano, que acolhia 89 utentes, não reabriu.

Os idosos foram instalados noutros lares da misericórdia de Mirandela e ainda noutras instituições do concelho, onde permanecem até que o lar volte a funcionar.

Face à situação, João Matias disse que é de "importância máxima" que a requalificação do lar seja feita. "Estes utentes, ao estarem nesta situação provisória, não estão nas melhores condições, estão numa situação de recurso. Temos toda a urgência que se façam", rematou.

A Polícia Judiciária tomou conta da ocorrência e o caso foi encaminhado para o Ministério Público.

A investigação está ainda a decorrer.

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