Vila Real instala câmaras de vigilância na floresta e reforça prevenção
Porto Canal/Agências
A Câmara de Vila Real vai adquirir 125 câmaras de videovigilância para monitorizar áreas florestais do concelho e reduzir o número de incêndios, uma iniciativa que envolve a Polícia Judiciária (PJ), foi esta segunda-feira anunciado.
“Esta é uma medida fundamental para reforçar a prevenção, apoiar a investigação e, sobretudo, proteger vidas e bens. Queremos reduzir o número de ignições e responsabilizar quem põe em risco o nosso património natural”, afirmou, citado em comunicado, o presidente da câmara, Alexandre Favaios.
A iniciativa, que se concretiza no âmbito do Programa de Redução do Número de Ignições, integrado na Estratégia Nacional para as Florestas, visa diminuir o número de ignições e detetar os autores dos comportamentos dolosos e negligentes, tarefas que competem às forças policiais e à PJ.
Em Vila Real, a instalação dos equipamentos será da responsabilidade da Polícia Judiciária, cabendo à autarquia a sua aquisição e disponibilização.
O investimento municipal, estimado em cerca de 32 mil euros, permitirá vigiar 25 zonas florestais prioritárias, através da instalação de cinco câmaras em cada uma, recorrendo, segundo a autarquia, "a tecnologia de última geração com armazenamento em 'cloud'”.
O município explicou que as câmaras serão operadas pela PJ, com total confidencialidade quanto à sua localização.
Com esta ação, a autarquia reafirma o seu “compromisso com a defesa, proteção e valorização das florestas concelhias, contribuindo ativamente para uma resposta mais eficaz na redução anual do número de incêndios florestais”.
Neste verão, o concelho foi atingido por vários incêndios, com o maior dos quais a estender-se do dia 2 a 13 de agosto e deixar um rasto de cerca de 6000 hectares de área ardida, dos quais 1500 hectares estão incluídos no Parque Natural do Alvão (PNA).
A Câmara de Vila Real também já aprovou a instalação de um sistema de videovigilância na cidade, um projeto a desenvolver em parceria com a PSP e que pretende reforçar a segurança pública, prevenir o vandalismo e promover uma maior tranquilidade entre os cidadãos.
O projeto prevê a colocação inicial de 38 câmaras em diversos pontos estratégicos da cidade, num investimento municipal de cerca de 730 mil euros.
Este sistema permitirá acompanhar em tempo real situações de risco e constituirá um importante apoio à investigação criminal, reforçando a eficácia das forças de segurança e a proteção do património coletivo.
Antes de este sistema entrar em funcionamento será necessário obter a autorização do Ministério da Administração Interna (MAI), sendo este processo precedido por um parecer obrigatório da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).
