Metrobus foi suspenso "quando um apoiante de Pedro Duarte toma posse", aponta Corte-Real

Metrobus foi suspenso "quando um apoiante de Pedro Duarte toma posse", aponta Corte-Real
Foto: Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O candidato autáquico do Chega ao Porto saudou a suspensão temporária das obras do metrobus, observando que esta aconteceu apenas "quando um apoiante de Pedro Duarte toma posse", referindo-se ao novo presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes.

"Fez-se um circo, a candidatura de Pedro Duarte montou um circo, montou uma simulação, uma grande indignação, e passado poucos dias é suspensa quando um apoiante de Pedro Duarte toma posse" como presidente da Metro do Porto, disse à Lusa o cabeça de lista do Chega às eleições para a Câmara do Porto, acusando o adversário Pedro Duarte (PSD/CDS/IL) e o Governo de "fazer campanha eleitoral" com o tema.

Para Miguel Corte-Real, "a decisão de suspender é a decisão certa, porque esta segunda fase nunca devia ter avançado" mas "é pena para o Porto que a candidatura de Pedro Duarte e o Governo andem a fazer campanha eleitoral à custa de uma empresa pública e da cidade".

A Metro do Porto decidiu fazer uma “paragem técnica temporária” da obra da segunda fase do metrobus, que arrancou em 22 de setembro, anunciou esta sexta-feira a empresa, após a contestação dos últimos dias.

As obras da segunda fase do metrobus arrancaram em 22 de setembro, no corredor Bus dedicado da Avenida da Boavista, no troço compreendido entre a Rua Jorge Reinel (junto ao Colégio do Rosário) e a Avenida do Dr. Antunes Guimarães.

"Lamentamos muito que isto aconteça. Quando houve este arranque inesperado da segunda fase, a poucos dias das eleições, nós dissemos que isto era uma simulação, e passados poucos dias a obra é suspensa", observou Miguel Corte-Real.

O candidato do Chega considera que "o Porto merece mais respeito e os portuenses não gostam destes truques, não gostam destas brincadeiras", denunciando a "manobra de campanha eleitoral que foi fazer avançar uma obra para a suspender poucos dias depois".

"Custou muito dinheiro à cidade do Porto, custou também árvores à cidade do Porto, e custou tempo aos portuenses. Os portuenses não gostam dessas brincadeiras e não se deve usar empresas públicas para fazer campanha eleitoral", insistiu.

O candidato garantiu ainda que caso seja eleito para a Câmara do Porto, "a Metro não vai fazer mais um centímetro de obra enquanto não tiver capacidade de planear e, de uma forma articulada com o município, desenvolver um projeto que faça sentido e que funcione para a cidade do Porto".

Aquando do avanço da empreitada, a empresa era liderada por Tiago Braga (PS), que foi entretanto substituído por Emídio Gomes, ex-reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que iniciou funções na quarta-feira.

A empreitada levou a candidatura do PSD/CDS-PP/IL a avançar com uma providência cautelar para a travar, por partir “de um lugar de indignação com o arranque das obras e destruição de árvores que marcaram o dia na Avenida da Boavista".

Questionado sobre o facto de o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, ser seu apoiante e até ter participado numa marcha promovida pela sua candidatura precisamente contra o abate de árvores e a favor da manutenção da ciclovia junto ao Parque da Cidade, Pedro Duarte disse esperar que "ajude a cidade".

"Não é esperar que o novo presidente da Metro me ajude a mim, é que ajude a cidade. Às vezes ajudar basta ter bom senso, sentido de responsabilidade. Acho que o bom senso nos leva a concluir que, nesta altura, é preciso parar para repensar aquele projeto", referiu.

Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.

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