Livre considera que a suspensão de obras do metrobus no Porto “descredibiliza” projeto

Livre considera que a suspensão de obras do metrobus no Porto “descredibiliza” projeto
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O cabeça de lista do Livre à Câmara do Porto, Hélder Sousa, considerou esta sexta-feira que a decisão da Metro do Porto de suspender temporariamente a segunda fase das obras do metrobus “descredibiliza” o projeto.

“Ficámos um bocadinho surpreendidos. Este vaivém de decisões é pouco saudável e mina a credibilidade do metrobus. Temo que esta decisão esta sexta-feira anunciada, depois das tomadas na semana passada, das providências cautelares de outros candidatos, possa resultar numa descredibilização total do metrobus, deixando as pessoas fartas daquele projeto”, notou.

O candidato reagia à Lusa após ser conhecida a decisão tomada pela administração daquela empresa de transportes sobre o que o Livre considera “um projeto importante para a Avenida da Boavista”.

“Tem de ser posto a funcionar o mais rápido possível na primeira fase, e concordamos que devemos reavaliar a segunda fase, não em função ‘sim ou não’, porque para nós tem de ser feito, mas no seu traçado, para preservar as árvores e garantir que continua a haver uma ciclovia na Avenida da Boavista”, declarou.

A suspensão, tendo surgido no início “do mandato da nova administração”, encabeçada por Emídio Gomes, nomeado pelo Governo, parece ao partido “um bocadinho sem sentido, e um bocadinho uma encomenda política”.

“Acima de tudo, é uma irresponsabilidade porque mina a credibilidade de um projeto fundamental para a mobilidade naquela zona da cidade”, afirmou.

A Metro do Porto decidiu fazer uma “paragem técnica temporária” da obra da segunda fase do metrobus, que arrancou em 22 de setembro, anunciou esta sexta-feira a empresa, após a contestação dos últimos dias.

As obras da segunda fase do metrobus arrancaram em 22 de setembro, no corredor Bus dedicado da Avenida da Boavista, no troço compreendido entre a Rua Jorge Reinel (junto ao Colégio do Rosário) e a Avenida do Dr. Antunes Guimarães.

Está previsto que o metrobus ligue a Casa da Música à Praça do Império (em 12 minutos) e à Anémona (em 17), e os veículos do serviço serão autocarros a hidrogénio visualmente semelhantes aos do metro convencional, construídos por 29,5 milhões de euros, incluindo a infraestrutura de alimentação.

Os veículos já chegaram e a obra da primeira fase está concluída, mas o serviço ainda não está em funcionamento, sendo o canal da Avenida da Boavista atualmente utilizado por utilizadores de modos suaves de mobilidade, como bicicletas e trotinetes.

Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.

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