Marcelo e Montenegro condenam ataque em França e lamentam morte de português

Marcelo e Montenegro condenam ataque em França e lamentam morte de português
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Porto Canal/Agências

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, condenaram o ataque em Mulhose que resultou na morte de um português. 

O Presidente da República condenou este sábado com veemência o “ataque de ódio” ocorrido em Mulhouse e lamentou a morte de um cidadão português vítima do atentado, apresentando condolências à família e à comunidade portuguesa desta cidade francesa.

Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República na Internet, refere-se que Marcelo Rebelo de Sousa apresentou “as suas mais sentidas condolências à família, amigos e à comunidade portuguesa de Mulhouse”, depois de um cidadão português “ter sido atacado mortalmente no atentado terrorista perpetrado naquela cidade francesa”.

“O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa condena veementemente aquele ataque de ódio e mantém-se em contacto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros no acompanhamento à família da vítima”, acrescenta-se na mensagem.

O primeiro-ministro enviou este sábado a sua solidariedade ao povo francês pelo ataque ocorrido em Mulhouse e salientou a “valentia” do cidadão português que interveio e acabou por morrer, ato que poderá ter salvado outras vidas.

“Perante um ataque contra a comunidade que o acolheu, um português interveio e acabou por perder a vida, em França. A sua valentia, que lhe custou a vida, poderá ter salvo tantas outras”, escreveu Luís Montenegro na sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter).

Na mensagem, o chefe do Governo português deixou “sinceras condolências aos familiares e amigos — e toda a solidariedade ao povo francês”.

Esta tarde, na cidade francesa de Mulhouse, um homem matou com uma faca uma pessoa, de nacionalidade portuguesa, e feriu três polícias municipais, antes de ser detido, à margem de uma manifestação de apoio à República Democrática do Congo.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o cidadão português, de 69 anos, morreu quando se colocou entre os polícias e o atacante com uma faca em Mulhouse, perto da fronteira com a Alemanha.

"Um cidadão português de 69 anos que se encontrava no local ter-se-á interposto entre os polícias e o atacante, tendo sido esfaqueado e morto", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros à agência Lusa, acrescentando que ficaram feridas outras cinco pessoas, incluindo os polícias, dois deles feridos graves.

De acordo com a Procuradoria de Mulhouse, durante a investida, o indivíduo que atacou gritou “Allah Akbar” (em árabe, “Alá é grande”).

Vários meios de comunicação, citando o procurador de Mulhouse, revelaram que o agressor tem 37 anos, é um estrangeiro referenciado por risco de terrorismo e já foi alvo de uma ordem de expulsão de França.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou não haver dúvida de que o ataque com uma arma branca em Mulhouse, que provocou um morto, foi um “ato de terrorismo” e “islâmico”.

Macron, que visitava a Feira Agrícola de Paris, expressou “a solidariedade da nação para com a família” da vítima mortal e enfatizou “a determinação do Governo" e de si próprio em "continuar com o trabalho que tem sido feito desde há oito anos para erradicar o terrorismo” do território.

O chefe de Estado indicou que o ministro do Interior, Bruno Retailleau, irá deslocar-se ao local e “falará à noite para dar detalhes do processo”.

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