Moreira adverte vice-presidente que terá de criar novo movimento caso se candidate

Moreira adverte vice-presidente que terá de criar novo movimento caso se candidate
Foto: Ana Torres|Porto Canal
| Porto
Porto Canal/ Agências

O presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, advertiu por carta o vice-presidente que, caso avance com uma candidatura às autárquicas, terá de criar um novo movimento de cidadãos, advertência que mereceu a concordância de Filipe Araújo.

“Se avançares com uma candidatura, ela resultará sempre, e por necessidade e imperativo legal, de um novo movimento de cidadãos, uma vez que eles se extinguem depois de cada eleição”, recordou Rui Moreira na missiva datada de sexta-feira e a que a Lusa teve este sábado acesso.

O autarca, que não se pode recandidatar nas próximas eleições autárquicas devido à limitação de mandatos, clarificou que a associação cívica “Porto, O Nosso Movimento”, que apoiou a sua candidatura, não é uma força partidária e, por isso, não se poderá apresentar a eleições, seja em coligação seja por si própria.

A associação nunca governou, nem poderia governar a cidade, vincou Rui Moreira, lembrando que em 2021 foi eleito pelo movimento “Rui Moreira: Aqui há Porto!”, que contou com o apoio do CDS/PP e IL, e que, posteriormente às eleições, celebrou um acordo de governação com o PSD.

Esta carta surge depois de o Jornal de Notícias (JN) ter adiantado na sua edição de quarta-feira que “Porto, o Nosso Movimento” vai ter uma candidatura à Câmara do Porto, mesmo se não conseguir o apoio do PSD, CDS/PP e IL.

“Que fique claro (…) não foi a associação 'Porto, o Nosso movimento' quem concorreu às eleições de 2021. Não foi a associação que me fez eleger. Não é a associação quem tem governado a cidade. Quem se apresentou e venceu as eleições foi o movimento 'Rui Moreira: Aqui há Porto!'”, frisou.

Rui Moreira, que sublinhou respeitar inteiramente a vontade de Filipe Araújo de se candidatar à autarquia portuense, considerou que o novo projeto político deste “não se dever alicerçar numa associação que teve um propósito único”.

“Que foi o de manter vivos os laços entre os apoiantes do nosso movimento e servir de respaldo à governação de que fizeste e fazes parte, e que pretendemos que, até ao último dia, corresponda ao mandato que recebemos dos cidadãos do Porto”, vincou Rui Moreira, na sua carta.

Na resposta, e igualmente por carta datada de sexta-feira, Filipe Araújo manifesta “perfeita concordância” com a advertência de Rui Moreira.

“Quero agradecer a reflexão que fizeste, pois cria a oportunidade de consolidar ideias e esclarecer a minha perfeita concordância com o que escreveste”, revela a missiva, a que a Lusa também teve acesso.

Assumindo estar a terminar a ponderação de uma candidatura à câmara, o vice-presidente, que acompanhou Moreira nestes seus 12 anos de governação, perseverou que a associação cívica não tem o enquadramento legal necessário para que se possa candidatar a eleições.

“Sabemos, naturalmente, que a associação cívica 'Porto, O Nosso Movimento' é uma plataforma que tem mantido agregados muitos dos apoiantes dos três movimentos liderados por ti que em 2013, 2017 e 2021 se candidataram e venceram as eleições”, sublinhou.

Filipe Araújo agradeceu ainda a Moreira pelo “incentivo constante” que sempre lhe deu para continuar este caminho.

A 05 de fevereiro, o presidente da Câmara do Porto disse que Filipe Araújo vai ser candidato à presidência da autarquia nas eleições deste ano, mas, naquela ocasião, o vice-presidente recusou que fosse a altura ideal para anunciar uma candidatura.

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