Passagens superiores da Aguda e Granja em Gaia já avariaram 46 vezes

Passagens superiores da Aguda e Granja em Gaia já avariaram 46 vezes
| Norte
Porto Canal / Agências

Os elevadores das passagens superiores da Aguda e Granja, em Vila Nova de Gaia, já avariaram 16 e 30 vezes desde a respetiva abertura em fevereiro e abril, disse, esta quinta-feira, fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP) à Lusa.

 
 
 
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"Os dois ascensores da Aguda iniciaram a exploração no dia 20 de fevereiro de 2024 e, na Granja, o início da exploração dos três ascensores ocorreu no dia 19 de abril de 2024. Os ascensores da Aguda têm um histórico de 16 avarias. Os ascensores da Granja têm um histórico de 30 avarias", pode ler-se numa resposta da IP à Lusa.

A gestora dos equipamentos respondeu após a notícia de mais uma avaria no elevador da Aguda no domingo, da qual a IP afirma não ter registo, admitindo que "ocasionalmente poderão ocorrer situações de anomalias, que ficam resolvidas assim que o sistema se reinicia".

"De acordo com a informação do prestador de serviços dos equipamentos eletromecânicos, que se deslocou ao local na manhã do dia 04 de novembro [segunda-feira], todos os ascensores estavam a funcionar corretamente. Foram realizados vários testes e ensaios, não tendo sido detetada qualquer anomalia", referiu a IP.

Questionada sobre qual o motivo principal para os problemas nos elevadores, fonte da empresa refere que "a maioria das avarias resulta de atos de vandalismo".

As torres de elevador e passagens superiores, bem como os muros junto à linha de comboio entre Aguda e Granja, instalados na sequência de obras de renovação da Linha do Norte, já foram apelidados de "mamarracho", "escarro arquitetónico" ou "muro de Berlim" pela população.

Na sequência de protestos, em 2022, a IP pôs a concurso um estudo para passagens inferiores por 50 mil euros.

O concurso público para o estudo de passagens inferiores ficou deserto e a IP disse que iria lançar um novo, aguardando a espera das povoações para uma possível solução diferente.

Em agosto, a última guarda da passagem de nível da Aguda, Maria da Graça Teixeira, disse à Lusa que ia dia menos vezes ao centro da localidade que guardou durante 34 anos, lamentando estar "barrada" pela nova passagem superior, que "nunca devia ter ficado assim".

"Quase toda a gente tem carro, mas há muita gente que não tem alternativa, e o posto de saúde é do lado de baixo, os bombeiros são do lado de baixo, isto nunca devia ter ficado assim, mas quem sou eu?", questionou então.

À data, vários moradores da Aguda contaram à Lusa que os elevadores têm estado avariados e sido alvo de atos de vandalismo, o que condiciona fortemente a mobilidade na localidade, sobretudo para os mais velhos e com limitações.

"Se o elevador estiver avariado, se estiver vento, chuva, as pessoas com carrinho de rodas, deficiências, canadianas, bebezinhos... ninguém pode passar", lamentou.

Já Fernanda Sá, 59 anos, proprietária do mercado local Mercearia Frutaria da Aguda, criticou "quem está dentro de um escritório e não sabe que as terras, aldeias e praias precisam de verdade".

Com a nova barreira urbanística que pronunciou a já existente da linha férrea, Fernanda diz que a comunidade ficou dividida "entre a Aguda de Baixo e a Aguda de Cima", fazendo com que as pessoas mais velhas, "quando têm de ir ao posto médico, têm que chamar um táxi para ajudar, ou pedir ao vizinho que tem carro para levar".

Nuno Duarte, de 58 anos, contou também à Lusa que um túnel pedonal mais a norte, em Mira, também já "meteu água".

O habitante da Aguda sugeriu a construção de "dois tuneizinhos mais para sul", para permitir "passagens para peões, e num deles até dava para passarem bicicletas".

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