Laboratório de Matosinhos quer combater desperdício do pescado

Laboratório de Matosinhos quer combater desperdício do pescado
| Norte
Porto Canal / Agências

O Laboratório Colaborativo para a Bioeconomia Azul (B2E-CoLAB) vai criar uma plataforma para ajudar as empresas a identificar novas oportunidades de negócio, aproveitando as partes de peixe descartadas e combatendo o desperdício do pescado, foi esta quarta-feira revelado.

Em comunicado, o laboratório sediado em Matosinhos afirma que o projeto, intitulado "Fish Matter, da cabeça à cauda", pretende "transformar a gestão de partes do pescado e outros organismos habitualmente descartados".

Para tal, o B2E-CoLAB vai criar uma plataforma inteligente de valorização de coprodutos que, recorrendo a algoritmos de ‘matchmaking’, irá ajudar as empresas a identificar novas oportunidades de negocio.

Ao potenciar o contacto entre geradores, indústrias de processamento, fornecedores de tecnologia e redes de colaboração cientificas, o projeto “promoverá a criação de produtos de alto valor a partir de recursos subutilizados”, como cabeças, vísceras, peles e conchas.

“O Fish Mater é uma resposta direta ao desaproveitamento de algumas matérias-primas e à urgência em estabelecer processos inovadores e sustentáveis de economia circular”, afirma, citada no comunicado, a coordenadora do laboratório, Maria Coelho.

Maria Coelho destaca ainda que o projeto pretende “reforçar o compromisso de Portugal com a sustentabilidade” e posicionar o país “na valorização inovadora de recursos marinhos”.

“A plataforma que está a ser construída pelo B2E CoLAB será inovadora, até pela utilização de algoritmos avançados de ‘matchmaking’, que permitirá ligar de forma inteligente os geradores de coprodutos, os transformadores e tecnologias de valorização”, acrescenta.

O laboratório estima que no início do segundo semestre de 2025 os utilizadores poderão aceder à plataforma.

A par do desenvolvimento da plataforma, o projeto vai também debruçar-se sobre os coprodutos gerados no setor da bioeconomia azul, na identificação de tecnologias para o aproveitamento destes recursos e na procura de oportunidades de valorização nas cadeiras de valor do setor biomédicos, cosmético, nutracêutico, químico e alimentar.

Liderado pelo B2E CoLAB, o “Fish Mater” conta também com a colaboração do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), Universidade de Aveiro e Universidade do Minho.

A colaboração surge no âmbito do Pacto da Bioeconomia Azul, agenda mobilizadora financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que pretende mudar o paradigma no sentido da descarbonização e agrega 85 entidades nacionais, entre empresas, 'startup' e instituições de investigação.

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