A história de ucranianos campeões olímpicos e que têm agora longos e difíceis caminhos até casa

A história de ucranianos campeões olímpicos e que têm agora longos e difíceis caminhos até casa
| Mundo
Porto Canal/Agências

A campeã olímpica do salto em altura, Yaroslava Mahuchikh, e dois outros medalhados ucranianos nos Jogos Olímpicos Paris2024 enfrentam por estes dias longos e tortuosos caminhos até casa, sem voos diretos para uma Ucrânia em guerra.

Mahuchikh conquistou no domingo o ouro no salto em altura, com Iryna Gerashchenko no bronze na mesma competição, o mesmo lugar de Mykhaylo Kokhan, no lançamento do martelo, conseguindo três pódios no domingo para a Ucrânia no Stade de France.

Nenhum destes atletas pode apanhar um voo direto para a Ucrânia, onde a invasão da Rússia continua a deixar marcas, depois de todos terem fugido daquele território, e as dificuldades em voltar a casa evidenciam as 'barreiras' que tiveram de ultrapassar para se qualificarem para os Jogos Olímpicos, prepararem as provas e conseguirem atuar ao mais alto nível.

Só Gerashchenko vai voltar ao país nativo, com um voo de Paris para Viena, seguido de nova ligação aérea, para a Moldova, em que entrará num autocarro para cerca de 14 horas de viagem até Kiev.

“Não é fácil”, disse, simplesmente, a atleta de 29 anos, resumindo a resignação perante as dificuldades que enfrentam.

O apoio da World Athletics, das federações internacionais mais duras com a Rússia, impedindo os seus atletas de participar em competições, à Ucrânia foi fulcral e público, com Sebastian Coe, o presidente, a visitar a Ucrânia em junho, tendo sido o próprio a colocar as medalhas ao pescoço dos medalhados no domingo.

“Deu-me os parabéns e disse que sabe como é difícil para nós. Mas conseguimos, e merecemos”; declarou Mahuchikh, quando questionada sobre o que lhe teria dito Coe.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, felicitou os atletas, não tendo ido a Paris para os Jogos, depois de um domingo em que ninguém conseguiu ganhar mais medalhas do que os ucranianos.

“Gostava que todos os dias conseguíssemos um resultado destes. Infelizmente, é a situação que temos”, declarou Kokhan.

O medalha de bronze no martelo é de Zaporizhzhia, cidade em que está instalada a maior central nuclear da Europa, e ocupada nos primeiros tempos da invasão russa.

Kokhan instalou-se na Antália, na Turquia, e voltará para lá, junto da família, numa cidade a 30 horas da cidade natal.

Mahuchikh, recordista mundial do salto em altura, entretanto, é de Dnipro, a 100 quilómetros da frente de batalha atual, e não voltará a casa até outubro, ficando na Europa para o resto dos ‘meetings’ da Liga Diamante.

Campeã europeia e mundial, faltava-lhe um sonho. “Hoje [domingo], consegui ser campeã olímpica. Consegui-o finalmente”, declarou.

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