Rui Moreira apontado à EDP

| Porto
João Gomes

O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, João Talone, vai abandonar as funções que exerce na elétrica e já manifestou indisponibilidade para integrar os órgãos da empresa num novo mandato. Rui Moreira é o nome apontado para o lugar.

O ciclo autárquico do Porto aproxima-se do fim e a lei de limitação de mandatos impede Rui Moreira de ser candidato ao Porto em 2025. Mas, apurou o Porto Canal, o líder independente do Porto pode abandonar o cargo ainda antes do seu termo. Em cima da mesa está um alto cargo na EDP.

A saída do presidente do Conselho Geral e de Supervisão da elétrica, confirmada esta sexta-feira pelo Expresso, abre a porta ao presidente da Câmara do Porto para integrar as fileiras da empresa.

A hipótese tem vindo a ser comentada nos círculos políticos do Porto e de Lisboa.

Um dirigente nacional do Partido Socialista ouvido pelo Porto Canal revela que António Costa acompanha a possibilidade de um dos mais importantes órgãos da EDP vir a ser liderado pelo seu amigo e atual presidente da Câmara do Porto.

Fonte próxima de Moreira confirmou também que o autarca está a par da possibilidade de assumir um alto cargo na elétrica há vários meses.

A decisão, porém, está longe de ser certa e depende da vontade dos acionistas.

Contactado pelo Porto Canal em dezembro, o gabinete de comunicação da EDP informou que as eleições para os órgãos da empresa estão agendadas para a Assembleia Geral de 10 de abril, data em que o triénio em curso termina e se abre um novo mandato.

O Conselho Geral e de Supervisão da EDP conta já com Miguel Pereira Leite, ex-presidente da Assembleia Municipal do Porto e próximo de Rui Moreira.

A EDP é atualmente detida, maioritariamente, por empresas como a estatal chinesa China Three Gorges (20,86%), pela espanhola Oppidum Capital (6,82%), controlada pela família Masaveu, pela americana BlackRock, Inc. (6,82%) e pelo Fundo de Pensões do Canadá (5,62%). Quase 60% do capital está disperso por acionistas com participações menores.

Câmara do Porto pode cair nos braços de Filipe Araújo

No caso de se confirmar o cenário da saída antecipada de Moreira, a Câmara do Porto ficará entregue a Filipe Araújo, atual vice-presidente da autarquia, líder da associação “Porto, o Nosso Movimento” e número dois das listas independentes eleitas em 2021.

Apontado como candidato provável do movimento às autárquicas de 2025, Araújo poderá ter mais de um ano no cargo para consolidar a posição e convencer os portuenses de que é a escolha certa nas eleições que se aproximam.

Mas o atual ‘vice’ de Moreira pode não ter vida fácil quando e se ascender ao lugar de presidente.

Por um lado, os sinais de ruptura com os liberais, que apoiaram os independentes desde a primeira hora, foram já evidentes ao longo do último ano e meio. A IL deverá apresentar candidato próprio em 2025 e tem trilhado o seu caminho, tendo mesmo dirigido críticas diretas à câmara em matérias como o Metrobus ou o controlo do consumo e tráfico de droga na zona da Pasteleira.

Por outro, o corte de relações com Fernando Paulo, após a saída do vereador com o pelouro da educação do movimento independente, por intermédio de uma carta que expõe divisões no seio da associação, deixam Filipe Araújo mais isolado.

 
 
 
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