Apesar de "possível cancerígeno", OMS defende que aspartame é seguro e não altera dose diária para consumo
Porto Canal
A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que apesar do adoçante aspartame ser "possivelmente cancerígeno" continua a ser seguro se consumido nos níveis já indicados. O aspartame é um dos adoçantes mais comuns do mundo, usado em refrigerantes como a Coca-Cola Zero.
A conclusão consta de uma análise efetuada pela Agência Internacional para Pesquisa do Cancro e do comité misto de peritos da Organização Mundial da Saúde e da Organização da Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (JECFA).
A JECFA considerou que não existiam evidências suficientes para avaliar os danos causados pelo aspartame e manteve a sua recomendação para que as pessoas mantenham os seus níveis de consumo abaixo dos 40 mg/kg por dia. Este valor já está estabelecido desde 1981 e que significa que, por exemplo, uma pessoa com um peso entre os 60 e os 70kg teria de beber entre nove a 14 latas de refrigerante por dia para ultrapassar o limite recomendado.
Alguns médicos e cientistas expressaram a sua preocupação de que esta nova classificação leve alguns consumidores a abandonarem as opções zero e voltem a beber refrigerantes açucarados. Therese Bevers, diretora médica do Centro de Prevenção de Cancro da Universidade do Texas, considerou que "a possibilidade de ganho de peso e obesidade é um problema muito maior e um fator de risco maior do que o aspartame".
