Número de crianças com excesso de peso e obsesidade infantil aumenta em Portugal
Porto Canal
A percentagem de crianças com excesso de peso e obesidade em Portugal registou um aumento em 2022, de acordo com os dados do estudo do COSI Portugal, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, avançados esta terça-feira.
Segundo a mesma fonte, 31,9% das crianças entre os seis e os oito anos de idade têm excesso de peso e 13,5% apresentam obesidade.
Estes números representam um crescimento de 1,6 pontos percentuais na prevalência de obesidade infantil e de 2,2 pontos percentuais de excesso de peso infantil no período compreendido entre 2019 a 2022.
Os resultados mostram que Portugal encontra-se a par da média europeia, situada nos 29%, tendo uma em cada três crianças a sofreram com excesso de peso.
No que concerne aos hábitos alimentares das crianças, entre 2019 e 2022, registou-se um aumento na ingestão diária de fruta, passou de 63,1% para 71,3%. Já, o consumo do uso de refrigerantes açucarados desceu de 71,3% para 69,1%.
Em relação ao exercício físico e atitudes sedentárias, no mesmo intervalo de tempo, verificou-se um aumento à volta dos 2,2 pontos percentuais a 9,3 pontos percentuais, sendo que a maior subida aconteceu no indicador do uso de computadores para jogos eletrónicos.
Ana Rito, do Centro Colaborativo da Organização Mundial de Saúde para a Nutrição e Obesidade Infantil do INSA ressalva que os dados foram “recolhidos no período pré-pandemia”, apesar de confessar que esse motivo é apenas um dos motivos que levaram a essa subida, avança esta quarta-feira o Jornal de Notícias.
Também a Ordem dos Nutricionistas se mostra preocupada com a realidade.Em comunicado, a Bastonária Alexandra Bento reforça que os dados apurados “eram expectáveis e reforçam a necessidade de intensificação de medidas para combater a obesidade infantil”.
Alexandra Bento acrescenta também que a situação podia ser melhorada com aposta de mais profissionais de saúde na área da nutrição. “É fundamental priorizar a integração de nutricionistas nos cuidados de saúde primários, profissionais capacitados para trabalhar as questões relacionadas com a prevenção da doença e promoção de saúde, nomeadamente no que diz respeito a intervenções especificas de identificação precoce e seguimento”, assegurou.
