Porto e Gaia não são casos únicos. As Câmaras do Norte do país na mira da Justiça

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Nos últimos tempos, as autarquias do Porto e de Vila Nova de Gaia não foram as únicas a serem alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária. Ao longo deste ano, investigações semelhantes ocorreram em outras Câmaras do Norte do país.

2023 ainda vai a meio, mas a lista de autarquias e autarcas abraços com a justiça, já é longa e composta por diferentes cores políticas.

Esta terça-feira a Câmara do Porto e de Vila Nova de Gaia juntaram-se à listagem. Mas, não é preciso rebobinar muito a cassete… para encontrar mais autarquias envolvidas em grandes processos de investigação.

Ainda esta semana, o presidente e o vice-presidente da Câmara de Tabuaço, Carlos Carvalho e José Carlos Silva, respetivamente, foram suspensos e impedidos de contactar com a autarquia, na sequência de uma investigação de crimes de abuso de poder, prevaricação, denegação de justiça e violação das regras urbanísticas na Câmara. O processo também envolve três funcionários municipais.

No mês de março, a Câmara Municipal de Mogadouro também foi alvo de buscas. O Ministério Público acusou os antigos presidente, vice-presidente e vereadora, Francisco Guimarães, Evaristo Neves e Joana Silva, de prevaricação e violação das regras da contratação pública.

Logo no arranque do ano, o presidente da Câmara Municipal de Espinho, Miguel Reis, foi detido no âmbito da operação Vórtex, por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poder e tráfico de influências. Até ao momento, o político permanece em prisão preventiva, naquela que foi uma decisão tomada pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

 

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