Câmara do Porto aprova construção de 'Beach Club' na praia do Ourigo

Câmara do Porto aprova construção de 'Beach Club' na praia do Ourigo
| Porto
Porto Canal/Agências

A Câmara Municipal do Porto aprovou o novo projeto de arquitetura para a construção do 'Grand Beach Club' na praia do Ourigo depois do parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), revelou esta quarta-feira a autarquia.

"Em sequência do parecer favorável da APA, foi aprovado o novo projeto de arquitetura para o edifício na praia do Ourigo", afirmou, em resposta à agência Lusa, a Câmara do Porto.

A autarquia acrescenta que a versão agora aprovada prevê a desmontagem da estrutura pré-fabricada em betão, a alteração da implantação, a relocalização do edifício "conforme parecer da APA" e reduz a área de construção, "em consonância com os parâmetros do contrato de concessão".

"O volume do restaurante implanta-se agora mais a norte e a sua cobertura estabelece um acesso direto desde a Avenida D. Carlos I", afirma a autarquia.

O processo de licenciamento do edifício da praia do Ourigo foi “desbloqueado” em julho de 2022, mais de um ano depois da construção de uma estrutura em betão ter gerado uma onda de contestação e levado ao embargo da obra, em junho de 2021, lê-se na memória descritiva do projeto de licenciamento, consultada em dezembro de 2022 pela Lusa.

O novo projeto de licenciamento do agora designado 'Grand Beach Club' pressupõe a desmontagem da estrutura em betão e a construção de dois novos volumes, um “principal” que albergará o restaurante, cozinha, apoios de serviço e uma esplanada com terraço superior ('roof top'), e um “pequeno volume” destinado a apoio de praia.

O “pequeno volume”, localizado a norte da estrutura principal, acolherá um posto de socorro para assistência médica, um armazém de equipamentos de praia e três instalações sanitárias.

O projeto pressupõe também a reabilitação das escadarias de acesso à Avenida D. Carlos I, da esplanada e da zona coberta com vidro e madeira, assim como das áreas de serviço sob os acessos em escada.

O gabinete de arquitetura refere que o facto de o volume principal implantar-se agora a norte e estabelecer um novo acesso direto desde a avenida D. Carlos I à cobertura deste corpo “dá continuidade a um novo percurso público de acesso à praia, o que foi considerado uma mais-valia”.

Quanto aos materiais de construção a utilizar, a memória descritiva indica que toda a construção será realizada com “estrutura de madeira e apainelados folheados a madeira à vista de ipê, a mesma madeira que foi utilizada na intervenção realizada há já alguns anos na esplanada, pérgulas e acessos”.

“As diversas coberturas serão realizadas numa estrutura em madeira, garantindo-se que fiquem livres de equipamentos das redes de infraestruturas, de modo que não haja interferência no campo visual que se desfruta desde a cota alta do passeio marginal”, assegura o documento.

Numa estimativa orçamental anexa ao processo, a arquiteta responsável pelo projeto adianta que a obra rondará os 199.777 euros, sendo que, destes, 160.479 euros são referentes à construção da estrutura principal (restaurante), 24.892 euros ao apoio de praia e 14.406 euros à remodelação interior do volume da esplanada existente.

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