Petrogal encerrou há dois anos. A viagem dos 730 dias e que futuro?

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Porto Canal

Os atrasos no processo de desmantelamento dos terrenos da Galp, em Matosinhos, podem pôr em causa o financiamento europeu para a nova "Cidade da Inovação" anunciada para o local. Faz, esta quarta-feira, dois anos que a empresa anunciou o encerramento da Refinaria de Leça da Palmeira.

Foi a 21 de dezembro de 2020, em plena pandemia de covid-19, que a Galp anunciava o encerramento da refinaria de Leça da Palmeira. Passaram 730 dias, mas pouco parece ter mudado no local. O desmantelamento da infraestrutura ainda não começou por causa da contaminação dos solos.

O plano de desativação foi entregue à agência portuguesa do ambiente e à direção geral da energia e geologia em maio deste ano e as conclusões deviam ser conhecidas em setembro, mas até agora nada se sabe.
Em agosto, a Galp adiantava que estes os trabalhos de descontaminação dos solos só estariam concluídos no último trimestre de 2025, mas o processo está atrasado.

Em fevereiro deste ano, a empresa petrolífera juntou-se à câmara de Matosinhos e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte para anunciar a criação da “Cidade da Inovação”, numa tradução livre.

Nos antigos terrenos da refinaria da Galp, há também a intenção de construir um novo pólo da Universidade do Porto. A Comissão Europeia já garantiu 60 milhões de euros para Matosinhos, mas a aplicação do fundo para uma transição justa pode ficar em causa devido aos atrasos.

A cidade da inovação, poderá criar entre 20 mil e 30 mil novos postos de trabalho numa década. Quanto aos trabalhadores da Petrogal, dos 140 que foram alvo do despedimento coletivo no ano passado, cerca de 100 ainda continuam sem recolocação. No total, 400 pessoas perderam o emprego.

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