Federação Académica do Porto preocupada com estudantes de residências que vão ser reabilitadas 

Federação Académica do Porto preocupada com estudantes de residências que vão ser reabilitadas 
| Porto
Porto Canal / Agências

A presidente da Federação Académica do Porto (FAP) afirmou esta segunda-feira estar preocupada com o “destino” dos estudantes que vivem em residências dos Serviços de Ação Social e que fruto do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vão ser reabilitadas.

"Não conhecemos ainda as soluções para os estudantes que estão nas residências dos Serviços de Ação Social e que vão ser reabilitadas. Estes estudantes bolseiros deslocados precisam de ter um destino enquanto decorre a reabilitação", afirmou Ana Gabriela Cabilhas.

Em declarações à Lusa, a propósito do número de camas que o PRR vai permitir criar no Porto até 2026, a presidente da FAP disse já ter questionado o Governo e as instituições de Ensino Superior sobre esta matéria, estando a aguardar resposta.

"Embora estes estudantes possam ter acesso ao complemento do alojamento, o que é certo é que a oferta é muito reduzida e pode colocar os estudantes numa situação de incerteza", observou Ana Gabriela Cabilhas, dizendo esperar que em breve sejam apresentadas soluções para estes estudantes.

"Que nos deem previsibilidade e estabilidade, e não coloquem os estudantes num clima de angustia e incerteza", realçou.

No concelho do Porto foram aprovadas 10 candidaturas da universidade, politécnico e município ao PRR para a reabilitação ou construção de camas em residências universitárias, que representam um financiamento superior a 33,2 milhões de euros.

De acordo com a lista de projetos financiados pelo PRR, disponível na página da Internet do Programa Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e consultada pela Lusa, as 10 candidaturas vão permitir a construção de 1.510 camas, das quais 799 são novas e 711 reabilitadas.

Questionada se o número de novas camas correspondia à expectativa dos estudantes, Ana Gabriela Cabilhas disse ser com "bons olhos" que vê o destino do PRR relativamente ao alojamento estudantil, salientando, no entanto, que as promessas feitas pelo Governo em 2018 na apresentação do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior ainda não foram concretizadas.

"Chegamos a 2022 e não temos as camas prometidas quando a tutela apresentou em 2018 o Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior. Chegamos a 2022 e temos promessas renovadas. É com alguma expectativa que vamos acompanhar a execução do próprio PRR", assegurou.

Destacando o impacto da inflação no aumento do custo das matérias-primas e a escassez de mão-de-obra na área da construção civil, a presidente da FAP mostrou-se "naturalmente" preocupada com a execução do PRR, lembrando que a "oferta pública [de alojamento estudantil] é premente".

"Se demorarmos tanto tempo a executar o PRR como o tempo que estivemos à espera de financiamento para o cumprimento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior corremos o risco de chegar a 2026 sem as camas prometidas", acrescentou.

À Lusa, Ana Gabriela Cabilhas adiantou ainda que, de acordo com um inquérito realizado pela FAP aos estudantes no final de outubro, não existem vagas nas residências universitárias dos Serviços de Ação Social e que 17% dos estudantes ainda não conseguiu encontrar casa, estando "numa situação de incerteza".

"Há um risco de abandono escolar que é real. Se em setembro celebrávamos o número de estudantes colocados no Ensino Superior, um número recorde, estou com receio dos números de potenciais estudantes que abandonam o Ensino Superior", admitiu.

Das 10 candidaturas ao PRR, sete projetos foram submetidos pela Universidade do Porto, dois pelo Instituto Politécnico do Porto (IPP) e um pela Câmara Municipal do Porto.

O reforço do Programa Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, através do PRR, visa criar 15 mil camas em alojamentos para estudantes do Ensino Superior até 2026.

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