De adiamento em adiamento. Processo 'Saco Azul' do Benfica 'empurrado' para janeiro
Porto Canal
O Ministério Público pediu mais 60 dias para decidir se avança para a acusação ou para o arquivamento do processo 'Saco Azul' do Benfica, segundo avança a revista 'Visão'. Trata-se do quarto adiamento, atirando uma eventual acusação para janeiro de 2023.
A decisão partiu do vice-Procurador geral da República, Carlos Adérito Teixeira, que decidiu dar mais 60 dias ao procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa para terminar a fase de investigação.
O responsável defende que a “natureza dos ilícitos criminais em investigação, a complexidade, a extensão e o volume de elementos probatórios” carecem de “cuidada análise”.
Recorde-se que o Ministério Público investiga o clube da Luz, há cinco anos, por suspeitas de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais.
O caso do “saco azul” do Benfica teve início em 2017, depois de uma comunicação do banco BIC às autoridades relativa a movimentos suspeitos na conta de uma empresa, a “Questão Flexível, Lda”.
Luís Filipe Vieira, Domingos Soares Oliveira (como representantes legais da SAD e da Benfica Estádio), Miguel Moreira e o empresário José Bernardes, dono das sociedades “Questão Flexível”, “Dynethic” e “Best for Business”, e José Raposo foram constituídos arguidos.
