Óbito/Eduardo dos Santos: Líder histórico da Namíbia agradece apoio na libertação da África Austral

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Porto Canal / Agências

O histórico antigo presidente da Namíbia Sam Nujoma agradeceu hoje ao ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos o papel de Angola na libertação da África Austral e na resistência ao 'apartheid'.

No seu discurso das cerimónias fúnebres oficiais de José Eduardo dos Santos, em Luanda, Sam Nujoma saudou também a família, indicando todos os filhos, incluindo os nomes de Isabel e 'Tchizé' dos Santos, que se opõem ao Governo a esta celebração.

"Não há palavras que vos possam trazer conforto", afirmou Sam Nujoma, virando-se para a última mulher de José Eduardo dos Santos, Ana Paula dos Santos, que estava acompanhada pelos seus filhos, numa área reservada que incluía o filho mais velho, José Filomeno dos Santos, visado num processo judicial e que se tem mantido calado nestas cerimónias oficiais.

"Hoje, África está a chorar a saída de um homem de Estado, um pan-africanista", recordou Sam Nujoma, que esteve pela última vez com José Eduardo dos Santos em outubro de 2021.

O antigo chefe de Estado referiu que os namibianos estão "ligados para sempre a Angola", que os recebeu na fuga contra a invasão sul-africana.

"No momento da nossa luta contra o 'apartheid', foi Angola que nos deu abrigo, apoio e suporte" e Angola "não descansou enquanto o resto da áfrica Austral estivesse livre", uma promessa do primeiro chefe de Estado angolano, Agostinho Neto, continuada por José Eduardo dos Santos.

Sam Nujoma acrescentou, "em nome dos veteranos da luta de libertação", que "a independência da Namíbia e Zimbabué e a abolição do 'apartheid' da África do sul foram uma batalha de Angola", que "resistiu aos brutais ataques" da África do Sul durante a guerra civil.

"Que a alma de José Eduardo dos Santos descanse na paz eterna", acrescentou.

As cerimónias fúnebres do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos concluem-se hoje, data em que completaria 80 anos, com um funeral de Estado na presença de vários Presidentes, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, e representantes da diplomacia de diversos países.

O antigo chefe de Estado morreu em 08 de julho, com 79 anos, em Barcelona, Espanha, onde passou a maior parte do tempo nos últimos cinco anos, mas as exéquias só agora se vão realizar devido à disputa sobre a custódia do corpo entre duas fações da família de José Eduardo dos Santos - a viúva e os três filhos mais novos, apoiados pelo regime angolano, contra os cinco filhos mais velhos.

Nas cerimónias de hoje encontram-se Ana Paula dos Santos e os três filhos que teve em comum com o antigo chefe de Estado, bem como um outro filho, José Filomeno dos Santos "Zenu", que foi condenado pela justiça angolana a uma pena de prisão pelo seu envolvimento num caso de corrupção e aguarda, em liberdade, decisão sobre o recurso que interpôs.

O funeral fica marcado também pela ausência das mediáticas filhas mais velhas do ex-presidente, a empresária Isabel dos Santos que enfrenta diversos processos na justiça angolana e em outros países, e a ex-deputada do MPLA, Tchizé dos Santos, que declarou o seu apoio ao candidato da UNITA à presidência angolana, Adalberto da Costa Junior, contra o candidato do MPLA e sucessor do seu pai na presidência, João Lourenço.

A praça da República, onde se encontra o monumento fúnebre do primeiro Presidente angolano, no Memorial António Agostinho Neto, foi novamente escolhida para as cerimónias fúnebres, depois de ter acolhido um velório público sem corpo logo após a morte de José Eduardo dos Santos, durante um luto nacional de sete dias.

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