Etiópia: Adis Abeba anuncia ter retirado aos rebeldes controlo de quase 1.500 municípios

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Porto Canal / Agências

O Governo da Etiópia anunciou hoje que recuperou o controlo de mais de 1.420 municípios que estavam ocupados por um grupo rebelde pró-independência, o Exército de Libertação Oromo (OLA), nas regiões de Oromia e Benshangul Gumuze (oeste).

O Exército etíope recuperou as localidades numa operação militar especial realizada em julho passado, segundo um comunicado divulgado pelo Conselho de Segurança Nacional.

Além disso, de acordo com o documento, "entre os combatentes destacados pelo grupo rebelde em ambas as regiões, 5.006 foram capturados e os que se recusaram render foram executados".

Embora não tenha sido indicado o total de execuções, o serviço de comunicação do governo anunciou no passado sábado a morte de 333 combatentes do OLA numa operação militar de oito dias iniciada em 16 de julho.

De acordo com o Conselho de Segurança Nacional, as operações militares no mês passado permitiram que mais de 423.400 civis pudessem regressar às suas áreas de residência.

O OLA separou-se da Frente de Libertação Oromo (OLF) depois de este partido - que luta pela autodeterminação para o povo Oromo historicamente marginalizado -- ter deposto as armas para retornar ao país e entrar no sistema político a convite do primeiro-ministro, Abiy Ahmed, em 2018, quando chegou ao poder.

Desde então, o grupo rebelde, listado em 2020 como grupo terrorista pelo Governo etíope, usa Oromia como base para as suas operações.

Em 04 de julho, pelo menos 320 pessoas morreram num ataque atribuído aos rebeldes do OLA na cidade de Kelem Welega (região oeste de Oromia).

Antes disso, em 18 de junho, cerca de 400 pessoas foram mortas num novo ataque de alegados rebeldes do OLA, também na região de Oromia, segundo a Amnistia Internacional.

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