Cabo Verde acolhe primeiro hotel Hilton de África, num investimento de 46 milhões

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Porto Canal / Agências

Santa Maria, Cabo Verde, 03 jun (Lusa) - Cabo Verde é o primeiro país africano de expressão portuguesa a acolher a marca Hilton, um luxuoso hotel de 46 milhões de euros, cuja primeira pedra é lançada sexta-feira e que albergará simultaneamente o primeiro casino do país.

Presente no continente africano, em Marrocos, Argélia, Nigéria, Etiópia, Quénia, Camarões e África do Sul, a cadeia Hilton chega aos países africanos de expressão portuguesa através de Cabo Verde, 89 anos depois da inauguração do primeiro hotel do grupo em Dallas, Estados Unidos.

A construção do novo hotel, situado em Santa Maria, sul da ilha cabo-verdiana do Sal, defronte da praia, é fruto de um inédito sindicato bancário local a assegurar 40% do financiamento, com o restante garantido pela Batuque SA, criada pelo Grupo Hilton.

O sindicato bancário envolve o Banco Comercial do Atlântico (BCA), como maior financiador, o Banco Interatlântico (BI), ambos do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Espírito Santo-Cabo Verde (BES-CV), Caixa Económica e Ecobank, disponibilizando um total de 7,6 milhões de euros.

O primeiro hotel de luxo da cadeia Hilton em Cabo Verde terá 240 quartos, entre eles 21 "suites", uma delas presidencial, de 250 metros quadrados, três restaurantes, um "spa" de 1.200 metros quadrados e um centro de negócios, além do casino.

A licença foi aprovada pelo Governo cabo-verdiano em abril de 2013 e dá a concessão do jogo à empresa para os próximos 25 anos.

A obra esteve inicialmente prevista para começar em 2009, mas a crise impediu o avanço do projeto, que deveria arrancar em outubro de 2013, cinco meses após a assinatura do contrato de concessão, para ficar pronto no verão de 2015.

Acabou por sofrer mais um atraso e só deverá ficar pronto dentro de 21 meses, em março de 2016.

Durante o período de construção do hotel Hilton serão criados 360 postos de trabalho na ilha do Sal, uma das mais turísticas do arquipélago.

Por altura da assinatura do contrato de convenção de empréstimo e da "luz verde" do Governo, Joaquim Sousa, presidente do Conselho de Administração do BCA e "porta-voz" do sindicato bancário cabo-verdiano, sublinhou o "esforço" da banca local na engenharia financeira de um projeto que considerou "bom", garantido por "bons promotores e boa gestão".

Os dois administradores franceses da Batuque SA, Jacques Monnier e Pierra Bastid, salientaram, por seu lado, a importância do Grupo Hilton em Cabo Verde, sublinhando a "cativação" de cerca de 28 milhões de clientes e lembrando também os mais de 4.000 hotéis espalhados pelo mundo.

Por sua vez, o ministro do Turismo cabo-verdiano, Humberto Brito, disse que é "um investimento importante para Cabo Verde e está associado a uma marca internacional de prestígio", representando "um salto de qualidade e de reconhecimento do país enquanto destino de investimento e turístico".

A cerimónia de lançamento da primeira pedra começa às 17:30 de sexta-feira, será presidida pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, e contará com a presença de autoridades locais e nacionais e representantes do corpo diplomático, entre outros convidados.

RYPE (JSD) // PJA

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