Movimento de Rui Moreira reitera que caso Selminho tem motivação políticas

| Norte
Porto Canal com Lusa

O movimento liderado pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, reiterou hoje que está em curso um processo político no caso Selminho, onde o autarca independente é acusado pelo Ministério Público (MP) de um crime de prevaricação.

"A notícia publicada hoje, escassas horas após a apresentação pública do candidato do PSD à Câmara do Porto e no dia em que em Portalegre estão reunidos diferentes Movimentos Independentes a pugnar para que lhes sejam garantidas condições mínimas - não de igualdade, mas mínimas -, para que possam concorrer às eleições autárquicas, só reforça a convicção deste Movimento do processo político que está em curso", lê-se num comunicado da Associação Porto, o Nosso Movimento.

A Lusa noticiou hoje que o Ministério Público (MP) não tem dúvidas quando à "atuação criminosa" do presidente da Câmara do Porto, no caso Selminho, reiterando que beneficiou a imobiliária da família em prejuízo do município.

A posição consta da resposta do procurador do MP Nuno Serdoura ao Requerimento de Abertura de Instrução (RAI) apresentado pela defesa de Rui Moreira, que invocando, entre outros argumentos, a nulidade da acusação, considerando-a "manifestamente infundada, por falta dos elementos objetivos do tipo legal de crime imputado ao arguido - prevaricação".

Salientando que o artigo em causa nada acrescenta ao que já tinha sido dito sobre o caso Selminho, o movimento independente considera que "coincidências destas esclarecerão definitivamente os poucos que ainda teriam dúvidas das verdadeiras motivações deste processo".

Apesar de lamentável, o Movimento considera que a notícia "tem pelo menos uma grande vantagem: contribui para o maior esclarecimento dos Portuenses", o que registam com agrado.

Em dezembro, o MP acusou o autarca independente de prevaricação, em concurso aparente com um crime de abuso de poder, incorrendo ainda na perda de mandato, por alegadamente favorecer a imobiliária da sua família (Selminho), já durante o seu mandato (tomou posse em 23 de outubro de 2013), em detrimento da autarquia.

Isto, num conflito judicial que opunha há vários anos o município à empresa imobiliária, que pretendia construir num terreno na escarpa da Arrábida.

O ex-ministro da Defesa, que antes de integrar o Governo foi chefe de gabinete de Rui Moreira após este tomar posse como presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP), em 23 de outubro de 2013, é um dos 20 nomes que constam do rol de testemunhas da acusação do MP.

+ notícias: Norte

PS Matosinhos contratou empresa responsável pelas paragens de autocarro para a campanha eleitoral

Dreammedia instalou oudoors de Luísa Salgueiro para a campanha eleitoral das últimas Eleições Autárquicas para a Câmara de Matosinhos.

Câmara de Matosinhos obrigou anterior concessionário a desmontar abrigos dos passageiros em abril de 2025

São novos desenvolvimentos, agora revelados pelo Porto Canal, sobre a polémica à volta da desmontagem das paragens de autocarro em Matosinhos.

A Câmara de Matosinhos obrigou a anterior concessionária do mobiliário urbano a retirar os abrigos dos passageiros em abril do ano passado.

O Porto Canal teve ainda acesso a fotografias que mostram que a empresa responsável pela instalação das paragens de autocarro foi contratada para a campanha eleitoral de Luísa Salgueiro.

Menezes contra criação de centro cardíaco no Porto que “esvazia” Gaia

O presidente da Câmara de Gaia considerou esta quinta-feira como “muito preocupante e grave” a intenção de se criar um centro de cirurgia cardíaca no Hospital Santo António, no Porto, “esvaziando” aquele serviço do Hospital de Gaia com “propostas mais atrativas”.