AstraZeneca baixa eficácia da vacina para 76% em estudo nos EUA

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Washington, 25 mar 2021 (Lusa) - A farmacêutica AstraZeneca baixou, na quarta-feira, a eficácia da sua vacina contra a covid-19 de 79% para 76%, depois de um estudo atualizado dos Estados Unidos.

Os novos dados, muito semelhantes aos resultados originais, indicaram também 85% de eficácia contra casos sintomáticos de covid-19 entre pessoas com mais de 65 anos e 100% de eficácia contra casos graves da doença ou hospitalizações.

O estudo envolveu 32.449 voluntários nos Estados Unidos, no Chile e no Peru que receberam duas doses da vacina AstraZeneca ou um placebo.

"A análise principal é consistente com a análise intercalar publicada anteriormente e confirma que a vacina covid-19 é altamente eficaz em adultos, incluindo aqueles com 65 anos de idade ou mais", declarou o vice-presidente executivo da AstraZeneca, Mene Pangalos.

No mesmo comunicado, o responsável reiterou também que a empresa vai pedir às autoridades norte-americanas autorização de emergência para distribuir a vacina nos Estados Unidos.

Na segunda-feira, a AstraZeneca anunciou que a vacina tinha uma eficácia de 79%, o que a Casa Branca considerou encorajador.

Contudo, um painel independente de peritos, que aconselham a administração do Presidente norte-americano, Joe Biden, manifestou a preocupação de que os dados utilizados para o estudo possam estar desatualizados.

Assim, o Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas norte-americano (NIAID), dirigido pelo médico Anthony Fauci, pediu à AstraZeneca para trabalhar com o painel de peritos e "rever os dados de eficácia e assegurar que números de eficácia mais exatos e atualizados sejam tornados públicos o mais rapidamente possível".

Na semana passada, países europeus como Alemanha, França, Itália e Espanha suspenderam o uso da vacina AstraZeneca durante alguns dias após terem sido detetados trombos em algumas pessoas que a tinham recebido.

Os Estados Unidos compraram 300 milhões de doses da vacina AstraZeneca, embora ainda não tenham autorizado a utilização. Com as doses compradas à Pfizer, Moderna e Johnson and Johnson, tem o suficiente para toda a população.

No entanto, a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki confirmou na segunda-feira que se os reguladores norte-americanos derem luz verde ao uso da AstraZeneca, essa vacina será "incorporada no processo de distribuição" juntamente com as já aprovadas.

O Governo norte-americano tem dezenas de milhões de doses de AstraZeneca em armazém à espera de autorização e na semana passada aprovou a partilha de 2,5 milhões de doses com o México e de 1,5 milhões com o Canadá.

EJ // EJ

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Ex-membro da máfia de Nova Iorque escreve livro dirigido a empresários

Lisboa, 06 mai (Lusa) -- Louis Ferrante, ex-membro do clã Gambino de Nova Iorque, disse à Lusa que o sistema bancário é violento e que escreveu um livro para "aconselhar" os empresários a "aprenderem com a máfia" a fazerem negócios mais eficazes.

Secretário-geral das Nações Unidas visita Moçambique de 20 a 22 de maio

Maputo, 06 mai (Lusa) - O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, vai visitar Moçambique de 20 a 22 de maio, a primeira ao país desde que assumiu o cargo, em 2007, anunciou o representante do PNUD em Moçambique, Matthias Naab.

Síria: Irão desmente presença de armas iranianas em locais visados por Israel

Teerão, 06 mai (Lusa) - Um general iraniano desmentiu hoje a presença de armas iranianas nos locais visados por Israel na Síria, e o ministro da Defesa ameaçou Israel com "acontecimentos graves", sem precisar quais, noticiou o "site" dos Guardas da Revolução.