Info

PSD/Porto exige suspensão de obras do Porto de Leixões

PSD/Porto exige suspensão de obras do Porto de Leixões
| Norte
Porto Canal com Lusa

A distrital do PSD do Porto exigiu hoje a “suspensão imediata” do projeto do prolongamento do quebra-mar e das novas acessibilidades marítimas no Porto de Leixões e pediu também a “realização dos estudos em falta”.

“Estamos perante um cenário de preocupação e a Distrital do PSD/Porto exige a suspensão imediata do procedimento e a realização dos estudos em falta, para que se possa aferir com clareza quais os reais impactos ambientais, sociais e económicos desta obra”, diz a comissão política distrital do PSD num comunicado hoje enviado à agência Lusa.

A posição da distrital do PSD surge depois da aprovação pelo parlamento, na sexta-feira, de quatro resoluções que recomendaram ao Governo a suspensão ou reavaliação das obras.

A distrital do PSD recordou estas resoluções, que tiveram origem numa petição intitulada “Diz Não ao Paredão”, lançada em março de 2019, pelo movimento com o mesmo nome, bem como a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aquando da aprovação da obra.

“É do conhecimento público que a Agência Portuguesa do Ambiente aprovou esta obra com condicionantes e que o Estudo de Impacto Ambiental revela ter avaliado apenas uma parte do projeto global, omitindo ‘o verdadeiro impacto ambiental’ que a obra terá no concelho de Matosinhos, na frente de mar e nos concelhos limítrofes”, refere a nota.

Para o PSD, há “uma questão que se encontra por explicar e que se traduz no porquê de uma obra desta dimensão se encontrar dividida, ao nível dos estudos e projetos”.

Os sociais-democratas acusam ainda o Partido Socialista (PS) de ter “obras faraónicas, sem estudos fundamentados, que rapidamente se transformam em ‘elefantes brancos’”, dando o exemplo do Aeroporto de Beja e da Parque Escolar.

A comissão política distrital do PSD do Porto apontou que faltam também estudos complementares sobre o impacto das obras nas praias a sul do molhe e mostrou-se preocupada com os efeitos destas na região.

“Parece mais do que certo que a praia de Matosinhos ficará quase sem ondulação, impedindo a prática de desportos de ondas tão importante para a região”, disse o PSD/Porto, questionando “o que acontecerá” nas praias do Porto, de Vila Nova de Gaia e de Espinho, clamando que o estudo “é omisso” neste aspeto.

“Também não foram consideradas as consequências na qualidade da água balnear, nem nas condições de segurança dos banhistas”, acrescentou a distrital.

O PSD/Porto está também preocupado com o risco de, com a extensão do paredão, a praia de Matosinhos se transformar “num depósito de lixo”, fruto do transporte de resíduos sólidos através do rio Douro.

A distrital do PSD estranha também que “o projeto do Novo Terminal de Contentores esteja tão escondido” e que o quebra-mar tenha 300 metros. “Desconhece-se o estudo que determina essa necessidade”, atira.

Por fim, o comunicado aponta que “fica por explicar a significativa redução da área de implantação no porto de pesca e as suas consequências na frota de pesca e na restauração de Matosinhos”.

Em 31 de julho, iniciou-se a discussão pública do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da APA ao projeto da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) para o novo terminal de contentores.

A APDL revelou à Lusa em 24 de julho que a adjudicação da obra de prolongamento do quebra-mar estava “prevista para o último trimestre” de 2020, enquanto a tutela disse “não vislumbrar motivo” para bloquear o processo.

Fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH) indicou que, “tendo todo o concurso público tramitado sem desconformidades, e tendo sido feita uma aproximação às preocupações manifestadas pela Câmara de Matosinhos, não se vislumbram motivos” para “justificar uma não adjudicação”, até porque isso podia perigar o acesso a fundos comunitários.

A tutela afirmou que o ministro Pedro Nuno Santos “deu orientações” para que a adjudicação acontecesse após apreciação da APA a obras associadas, nomeadamente o novo terminal de contentores.

A realização de um estudo sobre o “valor económico do desporto de ondas em Matosinhos e no Grande Porto” é uma das recomendações do “parecer favorável condicionado” da comissão de Avaliação Ambiental ao prolongamento do quebra-mar, segundo o documento a que a Lusa teve acesso em janeiro.

A obra de Prolongamento do Quebra-mar Exterior e Melhoria das Acessibilidades Marítimas tem um valor previsto global de 147 milhões de euros.

+ notícias: Norte

Homem esfaqueado fica gravemente ferido em rixa no Porto

Uma rixa que despoletou no Campo dos Mártires da Pátria, no Porto, às 3h da madrugada de sábado, provocou um ferido grave e vários ligeiros, segundo o que o Porto Canal apurou junto das autoridades.

Queda de árvore mata homem em Vila do Conde

Um homem morreu, na tarde deste sabádo, na sequência da queda de uma árvore, em Vila do Conde. Ao que o Porto Canal apurou, o alerta foi dado pelas 14h28 e no local estão os Bombeiros Voluntários de Vila do Conde.

Luísa Salgueiro diz que "só depois das eleições será evidente o esforço feito relativamente à Petrogal"

A atual autarca de Matosinhos, Luísa Salgueiro, falou acerca da Petrogal no debate promovido pelo Porto Canal na última terça-feira, e disse que "só depois das eleições será evidente o esforço feito".

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.