Covid-19: Ciclo de videoconferência quer 'reinventar' o turismo no Alto Tâmega

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Porto Canal com Lusa

Chaves, Vila Real, 22 abr 2020 (Lusa) -- A pandemia de covid-19 pode ser uma oportunidade para o turismo do Alto Tâmega se reinventar, disse hoje o responsável da Comunidade Intermunicipal daquela região, que será o primeiro orador de um ciclo de videoconferências sobre o tema.

"Cada vez que se faz um 'reset' a nível nacional e internacional quem conseguir identificar oportunidades e novos desejos por parte dos turistas vai ter condições de poder recuperar algum terreno perdido", explicou à agência Lusa o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Tâmega, Ramiro Gonçalves.

O responsável pelo organismo que junta seis municípios do Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, irá inaugurar, na quinta-feira, às 15:00, o ciclo de quatro videoconferências temáticas sobre a área do turismo.

A iniciativa é organizada pela Câmara de Chaves com o nome 'Chaves On' e pretende dialogar com os empresários e cidadãos sobre a situação do setor do turismo.

Segundo Ramiro Gonçalves, a região do Alto Tâmega soma em média 260 mil dormidas por ano, que representa 2,4% da região norte, sendo este "um número que pode ser melhorado".

"O nosso território tem uma dimensão populacional baixa e cerca de 3 mil quilómetros quadrados, e pode assumir-se nos próximos meses como um destino privilegiado", defende.

O responsável pela CIM Alto Tâmega entende que os turistas vão "nos próximos tempos" procurar locais com mais espaço e menos constrangimentos.

Ramiro Gonçalves adiantou ainda que o objetivo passa por fazer aquela região ser reconhecida como um território da água e do bem-estar.

"É algo que já vem desde os tempos dos romanos e durante séculos tem sido procurada por isso", vincou.

Para o responsável pela CIM Alto Tâmega será necessário trabalhar em três dimensões, a capacitação, organização e divulgação.

Dos turistas que visitam a região, 75% são nacionais, e um dos objetivos é aumentar a procura por parte de estrangeiros, que por norma permanecem mais tempo, acrescentou.

"Necessitamos para isso de capacitar os agentes ligados ao turismo, quer com o conhecimento de várias línguas, quer indo de encontro às necessidades do turista estrangeiro", lembrou.

Sobre o domínio da organização, Ramiro Gonçalves explicou ainda que está constituído um plano estratégico para o turismo no Alto Tâmega, focado na água e bem-estar.

"Temos os produtos alinhados para os vários municípios do território e precisamos agora de organizar a oferta, sabendo a capacidade de carga de cada subproduto para poder vender depois o destino", atirou.

A dimensão da promoção passa por participar em feiras nacionais e internacionais de turismo, a conclusão do "projeto único" do posto de turismo do Alto Tâmega, em Chaves, e até por chamar à região 'media' especializados e 'influencers'.

O 'Chaves On' terá ainda, a 30 de abril, a intervenção do presidente da Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT), Vítor Pimentel, dedicado ao tema sobre as medidas de apoio nacionais e locais aos empresários, hotelaria e restauração.

Dia 07 de maio, participa o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, com o tema 'o turismo e a nova normalidade'. Fecha o ciclo, a 14 de maio, o presidente do IPDT -- Turismo e Cultura, Jorge Costa, com o tema: 'como projetar a imagem de destino seguro'.

"Cada tema contará com a participação de um convidado, a quem os participantes inscritos poderão colocar questões que entendam pertinentes. Os interessados podem inscrever-se, semanalmente nas videoconferências, que são gratuitas, mas com limite de inscrições", acrescenta ainda a nota do município de Chaves.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 172.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. 

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

 

DYMC // MSP

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