BCP fecha 2019 com mais 109 trabalhadores e menos 41 balcões em Portugal

| Economia
Porto Canal com Lusa

Oeiras, Lisboa, 20 fev 2020 (Lusa) - O BCP fechou 2019 com mais 109 trabalhadores em Portugal do que em 2018, mas no mesmo período fechou 41 sucursais no país, de acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O comunicado enviado no âmbito da apresentação de resultados anuais (lucro de 302 milhões de euros) detalha que na sua atividade em Portugal, o banco liderado por Miguel Maya subiu o número de trabalhadores de 7.095 para 7.204, o que configura um aumento de 109 trabalhadores, correspondentes ao maior número contratações do que saídas.

Dos maiores bancos que até agora apresentaram resultados, o BCP foi o único a registar um aumento do número de trabalhadores em 2019.

Já em termos de sucursais, e também exclusivamente em Portugal, o BCP reduziu o seu número em 41, passando de 546 no final de 2018 para 505 no mesmo período de 2019.

Na sua atividade total, o número de sucursais registou um aumento de 85,8%, sobretudo fruto da aquisição do EuroBank, na Polónia, passando de 555 balcões para 1.031.

Em termos de trabalhadores no estrangeiro, o BCP registou um aumento comparável de 26,9%, também influenciada pela aquisição do EuroBank, passando de 8.972 trabalhadores no final de 2018 para 11.381 no mesmo período de 2019.

No total, os custos do BCP com pessoal subiram 11,0%, correspondendo ao aumento de 566,1 milhões de euros em 2018 para 628,1 milhões em 2019, "devido maioritariamente à evolução a que se assistiu na atividade internacional, sendo que em Portugal os custos com pessoal também foram superiores aos registados no ano anterior", nota o banco em comunicado.

Em Portugal, os custos com pessoal aumentaram 3,3% (passagem de 359,3 milhões de euros em 2018 para 371,3 milhões de euros em 2019), um valor que não contabiliza itens específicos.

Nesses itens o BCP gastou 40,1 milhões de euros, que "estão relacionados com os custos de reestruturação e com a compensação pelo ajuste temporário de salários" dos trabalhadores, uma rubrica que em 2018 se tinha cifrado em 26,7 milhões de euros, "relacionados com custos de reestruturação, incluindo, entre outros, a contabilização de custos com reformas antecipadas".

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