Autarcas e advogados de Amares contra "absoluta desqualificação" do tribunal

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Porto Canal / Agências

Amares, 19 mai (Lusa) -- Autarcas e advogados de Amares criticaram hoje a "absoluta desqualificação" do tribunal daquela comarca prevista no novo mapa judiciário, sublinhando que a reforma está a ser feita por quem "não conhece minimamente a realidade do terreno".

"Atualmente, a comarca de Amares tem competência para julgar processos de três freguesias de Terras de Bouro. Com a reforma, essas três freguesias vão para Vila Verde. Terão de passar, necessariamente, pelo Tribunal de Amares, dizer-lhe adeus e seguir em frente. É caricato", denunciou, em conferência de imprensa, Vítor Lopes, da delegação de Amares da Ordem dos Advogados.

Críticas subscritas pelo presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira, que manifestou a sua "indignação" pelo facto de a reforma ter sido feita "nas costas dos autarcas".

"É tudo feito lá em Lisboa, nos gabinetes", criticou.

Segundo Vítor Lopes, com a reorganização do mapa judiciário, o Tribunal de Amares ficará apenas com as pequenas instâncias criminal (processos com moldura penal não superior a cinco anos de prisão) e cível (ações até ao máximo de 50 mil euros).

"É-nos ainda retirada a competência para tramitações executivas, que representam 50% da pendência do Tribunal de Amares e que passarão a ser julgadas em Vila Nova de Famalicão", acrescentou.

Para Vítor Lopes, o novo mapa, a concretizar-se, representará a "absoluta desqualificação" do Tribunal de Amares.

Para o presidente da Câmara, esta reforma representa uma "absoluta falta de respeito" pelos autarcas e pelas populações que eles representam.

"É o tribunal, são extensões de saúde, são as Finanças, por este caminho ficamos entregues a quem? Vamos para Braga? Desaparecemos?", insurgiu-se o autarca, exigindo "respeito" pelo concelho.

VCP // JGJ

Lusa/fim

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