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Quadros de Cristiano Mangovo e Malangatana bateram recordes em leilão em Londres

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Porto Canal com Lusa

Londres, 16 out 2019 (Lusa) - Quadros do angolano Cristiano Mangovo e do moçambicano Malangatana bateram o recorde de venda dos artistas em leilão, na terça-feira, em Londres, superando várias vezes as estimativas iniciais.

"Dia de Felicidade", realizado por Mangovo em 2019 e avaliado inicialmente pela leiloeira britânica Sotheby's entre 5.000 e 7.000 libras (5,6 mil e 7,9 mil euros), foi licitado por 40 mil libras (46.430 mil euros).

Uma outra obra do mesmo artista, nascido em Luanda em 1951, intitulada "Zungueiras de Cana de Açúcar", avaliado pela mesma estimativa, ficou-se por 9.375 libras (10.880 euros).

"Matalana", pintado por Malangatana Ngwenya em 1970 e avaliado em entre 10.000 e 15.000 libras (11,2 mil e 16,8 mil euros), foi licitado por 27.500 libras (31.912 euros).

O quadro produzido por Malangatana para o pavilhão de Moçambique na Exposição Universal de Sevilha, em 1992 ("Sem título"), avaliado entre 6.000 e 8.000 libras (6,7 mil e 9 mil euros), foi vendido por 8.125 libras (9.429 euros).

Dois quadros do angolano António Ole, "Rakung", de 2017, e "Conversa Interrompida", de 2017, não foram vendidos. Ole teve a retrospetiva "Luanda, Los Angeles, Lisboa", apresentada em Lisboa, no edifício da Coleção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian, de setembro de 2016 a janeiro de 2017.

A pintora e escultora moçambicana Bertina Lopes esteve representada no leilão com dois óleos, "Sem título", de 1960, avaliado em entre 4.000 e 6.000 libras (4,5 mil e 6,7 mil euros), que foi licitado por 4.750 libras (5.511 euros), e "Sem título", de 1981, que não foi vendido.

Uma imagem do fotógrafo moçambicano Mário Macilau, "Alito, The Guy with Style, Moments of Transition", de 2013, que fez parte de uma exposição com artistas africanos da nova geração no Museu Guggenheim de Bilbao, em 2015, também não foi vendida.

De Ernesto Shikhani, artista que viveu sempre em Moçambique, foram leiloados os quadros "Sem título", de 1993, e "Sem título", de 1995, ambos avaliados entre 2.000 e 3.000 libras (2,2 mil e 3,3 mil euros) e vendidos, respetivamente, por 1.125 libras (1.307 euros) e 1.500 libras (1.742 euros).

Uma escultura do mesmo artista, "Coruja", de 1989, avaliada entre 2.000 e 3.000 libras (2,2 mil e 3,3 mil euros), foi licitada por 1.250 libras (1.453 euros), mas o quadro "A Chave do Papa para África", de 1988, não teve comprador.

Ernesto Shikhani foi um dos artistas em destaque na feira de arte Frieze Masters, em Londres, no ano passado, tendo algumas das suas peças sido compradas por instituições como o Museu Georges Pompidou, em França.

O quinto leilão da Sotheby's exclusivamente dedicado a arte moderna e contemporânea africana superou as expectativas e totalizou quatro milhões de libras (4,65 milhões de euros).

O leilão contava com 103 lotes de 56 artistas, provenientes de 20 países, com destaque para o sul-africano Gerard Sekoto e o nigeriano Ben Enwonwu.

BM // MAG

Lusa/fim

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