Jornal Diário Jornal das 13

Câmara de Lisboa vai atribuir 320 casas que ainda estão em obra a famílias em espera

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 12 jun (Lusa) - A Câmara de Lisboa vai afetar "desde já" 320 habitações, que ainda estão em obra e que ficam prontas até ao início do próximo ano, a famílias que estejam em lista de espera, anunciou hoje a vereadora da Habitação.

Em declarações à agência Lusa, a vereadora Paula Marques afirmou que "momentos excecionais requerem medidas extraordinárias".

Segundo a autarca, todas as habitações, que estão localizadas em bairros geridos pela empresa municipal Gebalis, "já estão em empreitada, ou em obra, e estão calendarizadas até o primeiro trimestre de 2019".

"O nosso objetivo é ter famílias a viver nas casas, é essa a nossa missão. Por isso há que encontrar formas céleres e expeditas de podermos fazer isso", justificou.

Paula Marques acrescentou que "neste universo das 320, 220 serão afetas de imediato às famílias que estão em situação de maior necessidade no acesso à habitação", mantendo "os princípios da equidade e da justiça".

Estas famílias serão contactadas pelo município ainda "esta semana" para serem informadas deste procedimento, mas as chaves serão entregues à medida que as casas estiverem prontas, acrescentou.

Segundo a responsável pelos pelouros da Habitação e Desenvolvimento Local, entre as 320 existem algumas frações que "já estão afetas a famílias".

"As que não estão, em vez de esperarmos que as obras fiquem prontas e depois fazermos a afetação, vamos fazer a afetação já", explicou Paula Marques, acrescentando que "as famílias a quem são afetas estas casas vão poder acompanhar as obras a par e passo, sabendo que aquela casa é a sua casa".

Este investimento será suportado por um contrato-programa com a Gebalis no valor de 27 milhões de euros, que será apreciado na próxima reunião de Câmara e, além de suportar a intervenção em frações ocupadas ou devolutas, destina-se também à "reabilitação profunda e integral de mais 10 bairros" municipais.

A par desta ação, a Câmara irá identificar também "todas as casas que tenham condições mínimas de habitabilidade", por forma a serem entregues às famílias mesmo com pequenos arranjos em falta, assim "haja aceitação por parte da família".

"Há uma equipa da Gebalis já a tratar desta verificação", apontou, acrescentando que haverá "um compromisso com a família de que as pequenas coisas que possam faltar na casa" sejam feitas "enquanto a família entra na casa e organiza a sua vida".

Esses trabalhos podem ser executados "ou pela empresa, pela Gebalis, ou então com a família, com organizações locais que, com verba municipal, possam de uma forma coletiva e com envolvimento da comunidade acompanhar estas pequenas intervenções".

"Mas são situações em que a família pode habitar a casa e as pequenas coisas que faltam" podem ser feitas "com a família lá dentro", elencou Paula Marques.

Desde o início do ano, a Câmara de Lisboa já entregou "170 novas habitações", ou seja, "grosso modo, uma por dia", referiu a vereadora, salientando que existem 23 mil famílias a morar nos bairros municipais da capital.

"Eu não entrego uma casa que nós consideremos que não tenha condições mínimas de habitabilidade a uma família dizendo 'pronto, agora a casa está entregue, e agora vocês fazem as obras profundas'. Não, isso não é solução", advogou.

A vereadora apontou também que "a situação de pressão na habitação mudou" e, por isso, há a "necessidade de acelerar estes procedimentos".

Atualmente, a lista de espera para habitação municipal conta com três mil inscrições.

FYM/ACZF // MCL

Lusa/fim

+ notícias: Política

Ministro diz que Traje à Vianesa tem condições para ser candidato a património mundial

O ministro da Cultura afirmou este sábado, em Viana do Castelo, onde marcou presença no cortejo da Romaria d' Agonia, que o Traje à Vianesa "tem todas as condições" para integrar a lista indicativa de Portugal a Património Mundial.

Governo decreta dispensa de trabalhadores que sejam bombeiros nos distritos em alerta

O Governo determinou esta sexta-feira a dispensa de funcionários públicos e do setor privado que sejam ao mesmo tempo bombeiros nos distritos em alerta vermelho "face ao significativo agravamento do risco de incêndio florestal".

BE quer aproximar salários dos trabalhadores aos dos gestores

O Bloco de Esquerda (BE) quer diminuir a desigualdade salarial entre os gestores e os trabalhadores da mesma empresa em Portugal, avançando com um projeto de lei que abre a porta à fixação de rácios.

Atualizado 18-08-2018 11:50

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.