Jornal das 13 Jornal Diário Último Jornal

Movimento avança com queixa em Bruxelas contra obra na costa da Figueira da Foz

| Política
Porto Canal com Lusa

Figueira da Foz, Coimbra, 18 mai (Lusa) - O movimento cívico SOS Cabedelo vai avançar com uma queixa em Bruxelas contra a intervenção em praias da Figueira da Foz, considerando que a obra da Agência Portuguesa do Ambiente agrava o problema de erosão.

O projeto de reconstituição do cordão dunar da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está previsto para as praias da Leirosa e Cabedelo (Figueira da Foz), e Vagueira (Vagos), e arrancou há cerca de uma semana na Leirosa, depois de vários alertas lançados pelo movimento contra uma obra que consideram que vai agravar a erosão que já afeta aquela zona costeira.

"Vamos apresentar uma queixa à Comissão Europeia", disse à agência Lusa um dos responsáveis do SOS Cabedelo, Miguel Figueira, considerando que, caso a intervenção chegue ao Cabedelo, o movimento vai mobilizar a comunidade para "defender a praia" e garante que "lá não entram" as máquinas.

Em causa, está o método escolhido pela APA para a reconstituição do cordão dunar, um projeto com um investimento de mais de 400 mil euros e com apoio de fundos comunitários, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

Na Leirosa, o movimento diz que constatou que a Agência Portuguesa do Ambiente está a "roubar areias ao mar" para fazer a duna primária, através do método de ripagem, num espaço que já é "deficitário de areia", explanou.

O banco de areia que cria a duna hidráulica, também conhecido como "praia submersa", "é a primeira barreira na proteção costeira", sendo que em vez de se diminuir o impacto de erosão na costa, a intervenção da APA está a gravar o efeito erosivo, disse um dos responsáveis do movimento, sublinhando ainda que a eliminação do banco também põe em causa a prática do surf naquela zona da costa.

Segundo o SOS Cabedelo, as zonas a sul das intervenções nas praias ficarão mais expostas ao avanço do mar, sendo que, no caso da praia da Leirosa, poderá afetar um aglomerado urbano a sul, e, no caso do Cabedelo, o Hospital da Figueira da Foz.

"Não achamos aceitável roubar areias ao mar. Tem um impacto muito agressivo", sublinhou Miguel Figueira, frisando que a obra da APA não vai ao encontro da própria estratégia assumida pelo Governo, que assenta "na reposição do equilíbrio sedimentar".

Para a SOS Cabedelo, a intervenção deveria passar pela injeção de areia "exterior ao sistema", para se conseguir combater a erosão naquela zona da costa da Figueira da Foz.

"Deviam ir buscar areia a um sítio com excesso, como é o caso da praia da Figueira", realçou.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma resposta por parte da APA.

JYGA // SSS

Lusa/Fim

+ notícias: Política

Bloco na liderança de projetos aprovados, Governo só teve duas propostas chumbadas

O Bloco de Esquerda foi a bancada que mais projetos aprovou na segunda sessão legislativa, 26, seguindo-se empatados PSD e PS, e o Governo apenas teve chumbadas duas propostas de lei num total de 62.

PS acusa PSD e CDS de "intolerável" exploração da tragédia para fins políticos

O PS acusou esta terça-feira PSD e CDS de estarem a fazer um "intolerável" aproveitamento político-partidário "da tamanha tragédia" ocorrida no incêndio de Pedrógão Grande, considerando mesmo que os sociais-democratas atingiram "o grau zero" do sentido de Estado.

Assunção Cristas não exclui moção de censura ao Governo devido à tragédia de Pedrógão Grande

 A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou esta terça-feira que "não exclui nenhum tipo de instrumento parlamentar", incluindo uma moção de censura ao Governo, na exigência de "toda a verdade" a propósito da tragédia do incêndio de Pedrógão Grande.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DESCUBRA MAIS