Produtores de leite do Norte foram ao hipermercado etiquetar lácteos importados

| Norte
Porto Canal com Lusa

Um grupo de produtores de leite do Norte do país juntou-se hoje num hipermercado da Póvoa de Varzim para comprar mil litros de leite nacional e colocar etiquetas em produtos lácteos importados.

A iniciativa pretendeu alertar para as dificuldades que o setor atravessa e sensibilizar as superfícies comerciais e os consumidores a comprarem produtos lácteos produzidos no nosso país.

"Foi mais uma ação para promover o leite português e recordar as dificuldades que estamos a viver, apelando às grandes superfícies e aos consumidores que comprem e escolhem leite nacional", começou por explicar Carlos Neves, presidente APROLEP.

O líder da Associação de Produtores de Leite de Portugal lembrou que "existe muito leite importado a ser vendido nos hipermercados", considerando que é preciso o Governo "avançar com a rotulagem dos produtos nacionais e tirar o leite excedentário do mercado, dando-o, por exemplo, a quem mais precisa".

Nesse sentido, os mil litros de leite comprados pelos produtores são doados ao Banco Alimentar Contra a Fome.

"O Governo pode fazer a rotulagem, a Europa tirar o excedentário do mercado, e as superfícies comerciais podem escolher produtos nacionais e esclarecer os consumidores sobre os benefícios do leite como alimento", aponto Carlos Neves.

O presidente da APROLEP vincou que "a cada dia que passa os produtores veem a sua situação piorar, enquanto esperam que as coisas melhorem", avançando com soluções que podiam atenuar a crise no setor.

"Esperamos que o Estado nos ajude com mais do que linhas de crédito e apelamos à distribuição que em vez de comprar 80 por cento de produtos lácteos portugueses compre 90 ou 95 por cento".

Carlos Neves garantiu que ação hoje feita no hipermercado da Póvoa de Varzim "foi pacífica", garantindo que "houve cuidado de não danificar qualquer produto alimentar nem prejudicar os funcionários do hipermercado ao colocar as etiquetas nos produtos importados".

Segundo o dirigente da APROLEP, "poderão acontecer mais ações desta luta, que vai continuar a enquanto a situação ano estiver resolvida".

JPYG // MSP

Lusa/fim.

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