Leiria e município cabo-verdiano de São Filipe acordam atribuição de bolsas de estudo

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Porto Canal com Lusa

Leiria, 19 out (Lusa) - Os presidentes dos municípios de Leiria e de São Filipe, Ilha do Fogo, Cabo Verde, e do Instituto Politécnico de Leiria assinaram hoje um protocolo que permite a atribuição de bolsas de estudo a alunos daquela região desse país africano.

Numa nota de imprensa, a autarquia portuguesa explica que "o protocolo vem reforçar o Acordo de Cooperação e Amizade estabelecido entre os dois municípios desde 1994" e surge depois de, em maio, o presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, ter integrado uma visita de diversos autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) a Cabo Verde.

Na assinatura do acordo, Raul Castro salientou a ligação, com mais de 20 anos, de Leiria ao município cabo-verdiano, considerando que o protocolo hoje firmado potencia "a amizade entre os dois municípios".

Já o presidente do município de São Filipe, Luís Pires, que se encontra em Leiria acompanhado de outros autarcas e de empresários, no âmbito de uma missão política e empresarial promovida pela CIMRL, sustentou que com estas ações se pode "construir um futuro mais próspero e mais inclusivo", realçando "o forte investimento no capital humano num país que não tem ouro, diamantes ou petróleo".

Por seu turno, o presidente do Politécnico de Leiria, Nuno Mangas, destacou "o restabelecimento de um protocolo na área da formação, depois de um interregno", e os contributos da Câmara de Leiria e do estabelecimento de ensino na qualificação dos jovens.

Em 1994, uma delegação de Leiria visitou São Filipe, tendo então resultado um acordo para a atribuição de três bolsas de estudo a jovens daquele município para frequentarem cursos que eram ministrados na Escola Profissional de Leiria.

"Dada a alteração verificada na lei no que concerne aos estatutos das escolas profissionais, após a conclusão de estudos dos primeiros formandos de S. Filipe na Escola Profissional, foi possível que os mesmos passassem a frequentar o ensino superior no Instituto Politécnico de Leiria", refere a mesma nota de imprensa, realçando que, em resultado desta colaboração, trabalham naquele município da ilha do Fogo licenciados em várias áreas.

Além deste apoio, um ano após a celebração do acordo e na sequência da erupção do vulcão que flagelou as populações residentes em Chã de Caldeiras, Leiria lançou uma campanha de solidariedade, tendo levado até à ilha algumas toneladas de bens não perecíveis e vestuário.

A participação de três jovens médicos leirienses numa campanha sanitária durante um mês, em São Filipe, o envio de medicamentos angariados junto da cidade alemã de Rheine, o apetrechamento do laboratório de análises clínicas e as obras de ampliação do hospital local, através de empresas sediadas em Leiria, e a construção, em 2003, de um pavilhão polidesportivo por uma empresa da região, bem como ajudas pontuais noutros setores, são outras das iniciativas que têm decorrido ao longo de mais de duas décadas.

Em dezembro do ano passado, devido, de novo, à erupção do vulcão, a CIMRL mobilizou-se para a recolha de bens para a ilha.

Além de Leiria, fazem parte da CIMRL os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

SR // SSS

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