PS acusa Governo de "incompetência" e "desvario" no processo STCP/Metro do Porto

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Porto Canal com Lusa

Porto, 25 ago (Lusa) -- A deputada socialista Ana Paula Vitorino acusou hoje o Governo de "desvario" e "incompetência" no processo de concessão das empresas Metro do Porto e STCP, apelando ao "bom senso" para "impedir que o concurso vá para a frente".

"Esta privatização, feita desta forma, é uma falta de respeito aos cidadãos do Porto, de toda a Área Metropolitana do Porto [AMP] e mesmo ao país. Trata-se de o Governo tentar privatizar de qualquer maneira, por ajuste direto, numa semana, aquilo que não foi capaz de fazer por incompetência durante um ano", salientou a ex-secretária de Estado dos Transportes.

Para a também candidata a deputada pelo círculo eleitoral do Porto, que proferiu uma declaração aos jornalistas numa praça daquela cidade, "mandaria a prudência e o bom senso que, depois de um ano desta trapalhada que foi todo este concurso, o Governo parasse, ouvisse os autarcas, os trabalhadores, especialistas e deixasse para o próximo governo esta decisão que é estratégica para a AMP".

"Não fazê-lo é sinal de desvario. E desvario é falta de respeito", acusou a socialista, acrescentando que esta decisão "é a confissão pública de que o Governo sabe que vai ser derrotado daqui a um mês nas eleições".

Questionada sobre que ações podem ser tomadas para travar o concurso, a deputada lembrou que "o parlamento, que é o órgão fiscalizador das políticas do Governo, está fechado neste momento" e que "o Presidente da República vai fazer a mesma coisa que tem feito sempre relativamente a este Governo que é fazer de conta que não vê".

"Há uma coisa que podemos fazer, juntarmo-nos todos e impedir que este concurso vá para a frente. De que forma? Apelando ao bom senso do Governo uma vez que não existe nenhuma manobra legal que seja certa", salientou.

Também hoje, a concelhia do PS do Porto criticou o Governo pela escolha de um ajuste direto para o processo de concessão das empresas Metro do Porto e STCP, considerando tratar-se de "um escândalo nacional".

Em comunicado, o PS/Porto fala em decisão "tomada à socapa e a um mês das eleições" e recorda o processo desencadeado até aqui, apelidando-o de "falhanço".

Além do procedimento escolhido, ajuste direto, os socialistas também criticam o prazo que é dado às empresas que desejem concorrer, considerando "politicamente inaceitável e eticamente reprovável que o Governo queira vender os transportes do Porto em 12 dias, em véspera de eleições e em prejuízo do interesse público".

Neste sentido, o presidente da concelhia PS/Porto, Tiago Barbosa Ribeiro, desafia os candidatos da coligação PSD/CDS-PP no Porto a pronunciarem-se sobre esta matéria e a tornarem públicos os documentos que sustentam aquilo a que volta a chamar de "escândalo nacional".

O Ministério da Economia informou hoje que a concessão das operações da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e da Metro do Porto vai ser atribuída por ajuste direto, decisão justificada "pelo interesse público".

O gabinete do ministro António Pires de Lima informou, também, que foi enviado convite a 24 entidades para participação no procedimento competitivo, para garantir a concorrência e transparência do processo.

LIL/PYT (DD/TDI/JAP) // JGJ

Lusa/Fim

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