UE congratula-se com processo eleitoral no Mali

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Porto Canal / Agências

Bamako, 29 jul (Lusa) - A afluência às urnas na primeira volta das eleições presidenciais de domingo no Mali foi de cerca de 50 por cento, uma "mobilização particularmente significativa", afirmou hoje o chefe da missão de observadores da União Europeia.

"Houve uma mobilização particularmente significativa, à volta de 50 por cento, de acordo com estimativas preliminares que nos foram disponibilizadas", disse Louis Michel aos jornalistas na capital maliana, lembrando que a participação nas eleições presidenciais de 2007 foi inferior a 40 por cento.

Uma boa afluência por parte do eleitorado de cerca de sete milhões era vista como essencial para atenuar as dúvidas sobre se o escrutínio seria aceite pelas numerosas comunidades étnicas do país, profundamente dividido.

Tratou-se de uma votação pacífica, marcada pela "transparência notável " e que teve lugar em "excelentes condições", sublinhou o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros belga e chefe da missão de observadores da União Europeia.

"Assistiu-se a uma verdadeira paixão entre as pessoas, que tomaram consciência do que estava em jogo e da importância do seu voto", afirmou Louis Michel, citado pela agência noticiosas francesa AFP.

Rebeldes islâmicos tinham ameaçado no sábado atacar as assembleias de voto.

O responsável comunitário reconheceu que antes do ato eleitoral de domingo "todos estavam com um pouco de medo, de que as coisas pudessem sair fora de controlo".

"O que o Mali fez ontem [domingo] é de se tirar o chapéu", sublinhou Louis Michel, para quem a votação foi "um primeiro passo no sentido de um bem-sucedido regresso da renovação democrática".

De acordo com observadores nacionais independentes ouvidos hoje pela AFP, as presidências de domingo decorreram sem incidentes e registaram uma forte mobilização dos eleitores, sobretudo na região sul do país, onde se localiza a capital maliana, Bamako.

É na região sul que se concentram 90% dos quase sete milhões de eleitores inscritos para votar.

No norte, onde se localizam cidades como Tombuctu ou Kidal, bastião da rebelião tuaregue, as eleições decorreram sob forte vigilância dos capacetes azuis da ONU, do exército maliano e dos cerca de 3200 soldados franceses que permanecem ainda no território desde a intervenção militar liderada por Paris.

Projeções não oficiais hoje divulgadas referem que Ibrahim Bubacar Keita, antigo primeiro-ministro, poderá ganhar as eleições logo à primeira volta, disputando a vitória com Sumaïla Cissé, antigo presidente da Comissão da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e ex-ministro das Finanças maliano.

As presidenciais no Mali são tidas como um passo importante rumo à reconciliação nacional e fundamental para legitimar a transição política num país que, em pouco mais de um ano, viu dois terços do seu território ocupado por combatentes tuaregues islamitas, sofreu um golpe de Estado e foi palco de uma intervenção militar liderada pela França.

SK (IMA) // PJA

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