Hotéis do Norte de Portugal com taxa de reservas de 80% na Páscoa 2026
Porto Canal/Agências
A taxa de reservas nos hotéis do Norte de Portugal ronda os 80% para a Páscoa, avançou esta quarta-feira o presidente da Turismo do Porto e Norte, considerando que a guerra no Médio Oriente pode redirecionar turistas para Portugal.
As reservas nos hotéis da região estão “boas” para a época da Páscoa e “em linha com 2025”, ou seja, a esta altura do mês de março os hotéis do Porto e Norte de Portugal estão “com cerca de 80% de taxa de ocupação”, disse Luís Pedro Martins, em entrevista telefónica à agência Lusa.
No hotel Douro Suites Riba Douro, em Baião, distrito do Porto, por exemplo, o fim de semana entre sexta-feira Santa (03 de abril) a domingo de Páscoa (05 de abril) está com uma taxa de ocupação de 80%, referiu Cláudia Amaral, da administração, acrescentando que “este ano têm surgido muitas marcações em cima da hora”, pouco frequente naquela unidade hoteleira.
O fenómeno é atribuído “à instabilidade meteorológica que marcou os últimos meses”, com as pessoas a quererem “garantia de sol”.
Em destinos como Porto e Braga, cidades com forte tradição na Semana Santa, os valores estão “próximos dos 85%”, adiantou o presidente da TPNP.
O Moov Hotel Porto Centro, na Praça da Batalha, junto ao Teatro Nacional de São João e em pleno coração da baixa da cidade, a taxa de reserva estava ao dia de hoje nos 87% e os principais mercados com reservas são o português, espanhol e o brasileiro.
A pouco mais de uma semana da Páscoa, o presidente da TPNP acredita que as reservas ainda vão aumentar nos próximos dias, por causa do mercado nacional e dos mercados "maduros", como o espanhol, francês, alemão e britânico.
“Poderemos ter aqui um bom desempenho novamente nesta Páscoa, muito por parte daqueles mercados que são mais frequentes nesta altura, desde logo Espanha, mas também França, Alemanha, este ano no Reino Unido”, assinalou.
Questionado pela Lusa sobre se a guerra no Médio Oriente poderia redirecionar turistas para Portugal e para a região Norte em específico, Luís Pedro Martins considerou que o país poderá registar alguma procura por estar mais afastado geograficamente do conflito.
O presidente da TPNP assinala que uma parte dos turistas que se preparavam para visitar o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Turquia, ou o Egito nesta altura do ano, não o deverá fazer por causa da guerra no Médio Oriente.
Há, todavia, questões que podem trazer instabilidade ao setor do turismo, como o aumento de combustíveis, a dificuldade com que as companhias de aviação se vão deparar com o aumento dos combustíveis ou a rutura de combustível, ou mesmo alguns turistas a não quererem viajar em tempos de guerras, considerou aquele responsável.
O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal afasta, no entanto, para já uma crise no setor turístico da região, porque o “trabalho de casa” está feito.
“Os nossos mercados hoje são muito diversos, não estamos dependentes de um ou dois mercados. No atual contexto, vamos servir em primeiro lugar o mercado interno, onde o Porto e Norte lideraram em 2025 (…). Foi algo que aprendemos com a pandemia [da covid-19]: valorizar mais o mercado interno e hoje ele é forte e tem um peso na ocupação [hoteleira] ”
Luís Pedro Martins refere que a região também está muito apoiada nos mercados “maduros”, como a Espanha, França, Alemanha e o Reino Unido, e mais recentemente no mercado de Itália e Irlanda, que têm “crescido bastante” e estão longe do conflito e próximos de Portugal.
Por outro lado, o conflito no Médio Oriente poderá pôr em risco a possibilidade dos turistas dos mercados da Ásia Pacífico chegarem a Portugal, por terem de fazer escala em locais como o Dubai ou mesmo Istambul.
O presidente da TPNP recordou que os mercados da Ásia são importantes para Portugal e que a região Norte investiu “muito com ações de promoção externa em 2024 e em 2025, em países como China, Japão e Coreia do Sul”.
