Academia do Porto quer levar à AR propostas para modernizar país

Academia do Porto quer levar à AR propostas para modernizar país
Foto: FAP
| Porto
Porto Canal/Agências

A Federação Académica do Porto anunciou esta terça-feira, Dia Nacional do Estudante, que quer submeter à votação na Assembleia da República um documento para a modernização de Portugal que assenta em reformas na “Saúde, Educação, Economia, Estado e Sistema Político”.

A iniciativa “Ideias novas para um país velho” é lançado esta terça-feira, no Dia Nacional do Estudante em Portugal, e tem o objetivo de mobilizar todos os estudantes do ensino superior do Porto a participarem na construção de propostas reformistas para Portugal “nas áreas da Saúde, Educação, Economia e o Estado e Sistema Político”, lê-se num comunicado enviado à agência Lusa.

Antes da submissão do documento no parlamento, a FAP quer criar "quatro grupos de trabalho multidisciplinares", destinados a intervir no debate público e a apresentar as reformas estruturais para o crescimento económico e social do país.

Entre as linhas de intervenção identificadas e aprovadas em Assembleia Geral, a FAP propõe para a área da Saúde o reforço da autonomia das Unidades Locais de Saúde (ULS), com a criação de um novo modelo de designação dos conselhos de administração das ULS, estudando a possibilidade da sua eleição pela comunidade local.

Na área da Educação, a FAP defende que se deva dar “mais autonomia às escolas, envolvendo-as no recrutamento de professores dentro de um quadro nacional de regras e transparência”.

Na área da Economia, a FAP sugere uma “simplificação do sistema fiscal”, com revisão do IRS e uma maior previsibilidade para empresas e contribuintes.

Para a área do Estado, os estudantes do Porto defendem que haja uma “maior transparência no exercício de funções políticas” e um “aumento da remuneração dos detentores de cargos políticos”.

“Fala-se muito da necessidade de mudar, mas raramente se discute a forma em concreto: como devem ser implementadas as reformas e com que objetivos. Portugal não precisa de mais diagnósticos, precisa de respostas. É precisamente aqui que a academia do Porto pode intervir. Somos mais de 80 mil estudantes, queremos contribuir para a modernização do país”, diz o presidente da FAP, Francisco Porto Fernandes, citado no comunicado de imprensa.

Segundo a FAP, os trabalhos multidisciplinares vão ser partilhados com as associações de estudantes da academia do Porto e organizadas por áreas temáticas para estruturar os problemas. Depois, seguem-se sessões abertas à comunidade académica para enriquecer as propostas com o conhecimento técnico dos estudantes das várias licenciaturas e mestrados do ensino superior do Porto.

O objetivo é criar num documento final para submeter a votação em Assembleia Geral e será apresentado aos decisores políticos e à sociedade civil.

Com esta iniciativa, a FAP procura contribuir para o debate e modernização do país.

“Portugal não é um país velho, é um país que precisa de ideias novas. Se nada mudar, vamos continuar a discutir os mesmos problemas nos próximos 10 ou 20 anos. Neste momento, a inação é o nosso maior risco. Está na hora de agir!”, disse Francisco Fernandes.

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