Mais de 1.600 pessoas subscreveram petição contra ampliação de terminal de Leixões

Mais de 1.600 pessoas subscreveram petição contra ampliação de terminal de Leixões
| Porto
Porto Canal/Agências

Mais de 1.600 pessoas assinaram uma petição pública que contesta a ampliação do terminal de contentores Norte do Porto de Leixões, em Matosinhos, à qual a câmara já deu parecer desfavorável.

Da autoria da Associação Leça mais Verde, a petição pública, sob a designação “Ampliação do Porto de Leixões: Querem emparedar Leça!”, assinala que, durante décadas, o Porto de Leixões e a cidade desenvolveram uma relação simbiótica.

“Em Leça da Palmeira, o Porto de Leixões vive para a cidade e a cidade para o Porto de Leixões e é este equilíbrio que querem destruir”, sustenta.

“Sem que ninguém lhes tenha pedido e contra a vontade da comunidade, de autarcas e de muitos especialistas, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) desenhou um novo porto para um milhão de contentores em cima da nossa praia e em cima das nossas casas”, aponta.

Segundo a petição, que até às 12:00 contava já com mais de 1.600 assinaturas, esta obra irá colocar 3.300 camiões a circular nas ruas por dia.

“Querem gastar 600 milhões de euros numa obra que não faz sentido, que ninguém pediu e que ninguém quer. Querem construir uma parede de um milhão de contentores”, frisa.

A petição sustenta que a empreitada vai transformar as ruas e as praias num estaleiro.

A ampliação e reorganização do terminal poderá custar até 216,6 milhões de euros, segundo documentos da consulta pública lançada em dezembro.

De acordo com o resumo não técnico do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), a duração da construção está estimada em 54 meses (quatro anos e seis meses) e o "horizonte previsto para início da concessão é 2030", prevendo a APDL uma concessão com período máximo de 75 anos.

A 11 de março, a Câmara de Matosinhos pediu à Assembleia Municipal que vote desfavoravelmente e se oponha à ampliação e reorganização do terminal de contentores Norte do Porto de Leixões, cuja consulta pública terminou em fevereiro com 301 participações.

Além de propor à Assembleia Municipal de Matosinhos que vote desfavoravelmente o projeto de ampliação e reorganização, a autarquia, sob a presidência de Luísa Salgueiro, pediu ainda que aquela se oponha publicamente perante a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e o Governo, nomeadamente o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

Antes da apresentação desta empreitada, a 26 de janeiro, Luísa Salgueiro anunciou que a câmara municipal ia dar parecer desfavorável ao novo terminal de contentores por fazer a cidade recuar para que o porto cresça.

Entretanto, aquando da apresentação pública do Plano Estratégico do Porto de Leixões, o ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu que aquele é para avançar e que o Governo vai dialogar com a autarquia para encontrar soluções.

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