Moradores de Massarelos começaram a ser realojados por causa das obras do Metro do Porto
Porto Canal/Agências
Moradores do bairro de Massarelos, no Porto, começaram a ser realojados esta quarta-feira devido às obras da ponte Ferreirinha, parte da futura Linha Rubi do Metro do Porto (Santo Ovídio - Casa da Música), confirmaram empresa e associação de moradores.
De acordo com respostas a questões da Lusa, fonte oficial da Metro do Porto referiu que "os realojamentos vão dar-se entre o dia de hoje, 25 de março, e o final deste mês, prolongando-se por um período de quatro meses".
Isabel Cardoso, da Associação de Moradores do Bairro de Massarelos, confirmou à Lusa que os realojamentos estão a decorrer conforme o acordado com a Metro do Porto, tendo alguns até começado na terça-feira.
Porém, "ainda há pessoas que ainda nem casa têm" e "só vão no fim do mês fazer o contrato", aponta.
"Existem 13 agregados familiares envolvidos nesta operação", disse fonte da Metro do Porto à Lusa, e "todo o processo foi desde o primeiro momento conduzido com toda a empatia e no maior respeito pelas condições de segurança, comodidade e dignidade dos moradores".
Quanto aos locais escolhidos, os moradores serão realojados, "de um modo geral, em residências próximas do Bairro de Massarelos, sendo que a escolha dos locais de realojamento foi feita pelos próprios moradores ou, nalguns casos, por proposta da Metro do Porto e com a concordância das pessoas realojadas".
Já sobre se está prevista alguma compensação financeira associada ao realojamento, a Metro do Porto refere que, "nos casos em que foram os próprios moradores a escolher as suas residências, estão previstas, além do pagamento das rendas, ajudas de custo relativas a bens essenciais".
"O mesmo não acontece nas situações em que foi a Metro do Porto a providenciar os imóveis, pelo facto de aí estarem já incluídas as despesas básicas", aponta a transportadora.
Em 03 de março, a CDU do Porto tinha pedido “dignidade” para os moradores afetados pela construção da ponte da Ferreirinha, pedindo “soluções justas” para quem tiver de sair de casa, pelos riscos decorrentes da construção do tabuleiro daquela ponte.
A coligação PCP/PEV tinha pedido que os moradores fossem realojados “na proximidade do bairro”, com apoio integral no transporte de bens, garantias escritas no realojamento, pagamento de serviços, entre outros apoios.
A Linha Rubi, com 6,4 quilómetros e oito estações, inclui uma nova travessia sobre o Douro, a ponte D. Antónia Ferreira "a Ferreirinha", que será exclusivamente reservada ao metro e à circulação pedonal e de bicicletas.
Em Gaia, as estações previstas para a Linha Rubi são Santo Ovídio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida, e, no Porto, Campo Alegre e Casa da Música.
A empreitada tem como prazo oficial de conclusão o final de 2026, mas fonte do Metro do Porto já admitiu à Lusa que a ponte só deverá estar concluída em 2027.
O projeto tem um custo de 487,9 milhões de euros, sendo financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e Orçamento do Estado (OE).
