Esquadra de Cedofeita no Porto fecha atendimento à população mas PSP nega
Porto Canal/Agências
O serviço de atendimento da PSP em Cedofeita, no Porto, encontra-se encerrado, funcionando apenas a esquadra de turismo, constatou a Lusa no local, apesar de o Comando Metropolitano desta polícia o rejeitar.
Até agora, na Praça Pedro Nunes, funcionavam dois serviços desta força de segurança: a 12ª Esquadra, que fazia atendimento à população, e a esquadra de turismo, habilitada para contactos em línguas estrangeiras.
De momento, naquele local está unicamente aberta uma sala onde funciona a esquadra de turismo, foi explicado à Lusa no local.
Um agente de serviço especificou que as pessoas que se dirijam a estas instalações para reportar algum furto estão a ser encaminhadas para outras esquadras da PSP, estando a ser apenas atendidas as pessoas que não falam português, através do posto de turismo.
Contudo, o Comando Metropolitano do Porto da PSP nega à Lusa que a 12ª esquadra tenha sido encerrada ou que esteja previsto o seu encerramento e que se mantém o “atendimento à população”.
Na resposta, o Núcleo de Imprensa e Relações Públicas acrescentou que as instalações da esquadra de Cedofeita passaram a funcionar também como sede de divisão, uma vez que o imóvel onde esta funcionava anteriormente, no “Edifício Rainha Santa Isabel” na freguesia do Bonfim, “apresenta um acentuado estado de degradação, situação que se agravou com as recentes tempestades que assolaram o país”.
“Neste contexto, tornou-se necessário reorganizar os serviços e os espaços do Edifício Rainha Santa Isabel, numa lógica de racionalização e otimização dos recursos e das áreas disponíveis (…) e foi decidido transferir os serviços de Comando e de Apoio ao Comando da 1.ª Divisão para as instalações da Esquadra de Cedofeita, passando aquele edifício a funcionar como Sede de Divisão, mantendo-se igualmente nesse local a Esquadra de Turismo e a Esquadra que integra as Equipas de Policiamento de Prevenção e Visibilidade”, informou.
Na terça-feira, em declarações aos jornalistas após uma reunião do executivo municipal do Porto, o vereador socialista Manuel Pizarro alertou para esta situação.
