PSD de Paços de Ferreira acusa executivo municipal de omitir 10 ME no orçamento de 2026

PSD de Paços de Ferreira acusa executivo municipal de omitir 10 ME no orçamento de 2026
Foto: CM Paços de Ferreira
| Norte
Porto Canal/Agências

O PSD de Paços de Ferreira acusou esta terça-feira o executivo municipal socialista de ter omitido no orçamento para 2026 o valor de cerca de 10 milhões de euros de dívida por incumprimentos nos anos de 2014, 2015 e 2016.

O PSD de Paços de Ferreira “não pode ficar calado perante a tentativa de desviar a atenção do essencial: existe uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça que condena o Município a pagar milhões de euros. É importante esclarecer os factos e explicar o que está verdadeiramente em causa nesta decisão judicial”.

A decisão do Supremo é “de maio de 2025, no entanto, no Orçamento Municipal para 2026 não existe qualquer referência, nem ao impacto financeiro de 10 milhões de euros”, afirma o PSD.

“Durante anos, tentaram justificar decisões e problemas financeiros com a narrativa da ‘herança’. O caso foi analisado pelas várias instâncias da justiça e terminou no Supremo Tribunal de Justiça. Ou seja, não estamos perante uma decisão isolada, mas perante uma condenação confirmada pela última instância judicial”, salienta.

Em comunicado, esclarece que a decisão judicial confirmou a condenação do município do distrito do Porto no pagamento de cerca de 5,4 milhões de euros, valor ao qual acrescem juros acumulados ao longo de vários anos.

“Com esses juros, o montante total poderá aproximar-se dos 10 milhões de euros, um encargo financeiro pesado para o concelho”, refere o partido.

Segundo o PSD, a forma como este processo foi conduzido pelo executivo municipal acabou por “agravar o impacto financeiro desta situação para os contribuintes”.

O acórdão do Supremo “reafirma um princípio básico do direito: ninguém pode beneficiar da sua própria conduta quando esta impede o cumprimento ou a verificação de determinadas obrigações”.

O PSD aponta, como exemplo, obras como “a construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que custou mais de seis milhões de euros e que nunca funcionou, e a prorrogação por mais 15 anos do contrato das águas, hipotecando o futuro do concelho”.

O PSD refere ainda que “a transparência não pode ser apenas uma palavra de ordem, tem de estar nos números”, questionando “qual o motivo para esta informação não passar para os cidadãos mais cedo” e se tal “poderia prejudicar as expectativas eleitorais de 12 de outubro”.

A Lusa solicitou esclarecimentos sobre esta acusação do PSD ao município e aguarda resposta.

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