E-Redes prevê repor sexta-feira alimentação normal de eletricidade em Vila Real
Porto Canal/Agências
A E-Redes prevê restabelecer na sexta-feira a alimentação normal de eletricidade no centro da cidade de Vila Real, mantendo-se até lá o abastecimento via gerador colocado após o corte de energia provocado pelo mau tempo na terça-feira.
Fonte da empresa disse esta quinta-feira à agência Lusa que o corte na eletricidade, que se verificou em parte do centro da cidade de Vila Real na madrugada terça-feira, ocorreu na sequência de uma inundação de um posto de transformação (PT) subterrâneo, provocada pelas condições meteorológicas, tendo-se verificado uma avaria no quadro de média tensão (MT), com necessidade de substituição integral do quadro.
A E-Redes referiu que foram afetados cerca de 2.400 clientes no início da ocorrência e que as equipas foram mobilizadas para o terreno para operações de reposição da energia.
Esclareceu ainda que colocou um gerador no local às 11h30 de terça-feira, o que permitiu a alimentação parcial dos clientes afetados, tendo ao mesmo tempo realizado transferências de carga para PT adjacentes, o que permitiu alimentar mais clientes.
Nesse dia, às 16h30, estava garantida a alimentação de todos os clientes.
Explicou que os trabalhos de reposição definitiva (substituição do quadro de MT), “pela complexidade do equipamento e pelas condicionantes de segurança impostas pela inundação”, iniciaram-se na manhã de quarta-feira, depois de reunidas as condições para a intervenção necessária, incluindo a instalação de uma bomba de extração de água".
“Durante a tarde de ontem [quarta-feira] registaram-se problemas técnicos com o gerador, devido ao mau tempo, o que levou a novas falhas na alimentação de clientes. Prevê-se o retomar da alimentação normal a partir de dia 13, sexta-feira, mantendo-se até lá o abastecimento via gerador e transferências de carga”, salientou a empresa.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
